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Jovem negro denuncia racismo sofrido em supermercado no Santa Tereza

No fim do ano passado, publicitária também registrou denúncia de racismo contra a mesma rede supermercadista

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postado em 05/05/2017 20:11 / atualizado em 06/05/2017 10:34

Danilo Candombe/Divulgação
"Passei a roleta do supermercado e a dona do lugar fez um sinal para o segurança, que começou a me seguir dentro da loja." O depoimento é do estudante Felipe Saboia, de 29 anos, e se refere a uma situação relatada nesta sexta-feira no supermercado da Rede Dia, do Bairro Santa Tereza, Região Leste de Belo Horizonte. No fim do ano passado, uma publicitária também denunciou ter sido vítima de preconceito dentro de loja da franquia.

Felipe contou que estava comprando hambúrgueres para o almoço, quando se virou para o segurança e perguntou porque ele o estava seguindo. Ainda segundo ele, sem dizer nada, o funcionário fez uma cara de quem estava "apenas cumprindo ordens". O jovem disse que o homem continuou a segui-lo.

"Sempre que sou parado tenho que apresentar documentos para provar que não sou bandido. Quando circulamos em ambientes de classe média alta, percebemos o olhar racista das pessoas. É muito ruim quando acontece, mas isso só dá mais força para continuar lutando contra a injustiça e pelos direitos dos negros", desabafou o militante da Juventude da Coordenação Nacional das Entidades Negras, também gestor do Centro de Referência da Juventude.

Após pegar os produtos de que precisava, Felipe se dirigiu ao caixa e perguntou diretamente à mulher que se identificou como dona do estabelecimento o motivo de ela ter mandado o segurança acompanhar sua passagem pelo supermercado. De acordo com o jovem, ela respondeu que era um procedimento do lugar e que, se ele se incomodasse, que chamasse a polícia para resolver a situação.

Danilo Candombe/Divulgação
Indignado com a resposta, Felipe continuou a questioná-la enquanto pagava pelas compras. Ainda segundo seu relato, depois de devolvido o troco, a mulher apontou o dedo para a saída e exigiu, gritando, que o estudante se retirasse. Mais tarde na sexta-feira, ele voltou ao local acompanhado de policiais militares, que registraram um boletim de ocorrência.

Sobre os repetidos episódio de injúria racial que sofreu, Felipe diz que  "a representatividade negra é pequena na política, visto que a estrutura parlamentar é branca, mas ainda assim a luta não para". "Não me acostumo com os posicionamentos e por isso não aceito o racismo. Salve Dandara! Salve Zumbi! Que o quilombo dos Palmares sobreviva diariamente nas nossas atitudes", disse.

A equipe do em.com.br tentou contato por telefone com a assessoria de imprensa dos supermercados Dia, bem como com a loja onde Felipe fez a denúncia, porém ninguém foi encontrado para se manifestar.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Sergio
Sergio - 06 de Maio às 17:57
Um cara desse tamanho e com 29 anos declarar que sua profissão é estudante... vá trabalhar meu filho!
 
douglas
douglas - 06 de Maio às 11:33
Se trata de uma rede de supermercado Espanhola que vem abrindo portaportas em Sp ,RJ e BH.BBH.Boicote neles pois temos que valorizar os nos aqui Epa e BH que são de MG.
 
Thiago
Thiago - 06 de Maio às 11:17
Se fosse uma escola ou hospital eu duvidaria que os moradores desse bairro aceitassem construir...Mas já que foi um supermercado, bem que esses moradores poderiam fazer uma manifestação contra essas atitudes.
 
Nilson
Nilson - 06 de Maio às 10:37
Parabéns ao jovem. Tem que se indignar sim. Que bom que ele não deixa passar. Muitos outros negros, pessoas de bem, irão se beneficiar de atitudes assim. Mais uma vez, parabéns.
 
José
José - 06 de Maio às 10:04
O que acontece é que o pessoal da região centro sul de BH revoltou-se com a derrota do Aécio nas eleições e passou a discriminar nordestino, negros e classe desfavorecida, culpando-os pela derrota do playboy...agora, durma-se com esse barulho. Isto vai ocorrer muito e vai só aumentar, pois é assim, é a intolerância que faz a discriminação perdurar.
 
Marco
Marco - 06 de Maio às 07:31
Crime sem vítima. O dono do estabelecimento comercial tem direito de se precaver. Se o moço não gostou, não use isso para ganhar dinheiro à custa do suposto racismo.
 
Juvelino
Juvelino - 05 de Maio às 23:50
Os Supermercados BH, o Epa e as Lojas Redes estão fazendo a mesma coisa com todas as pessoas de cor! Cadê o Ministério Público pra dar um basta nisso?!