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Estudo da BHTrans aponta notas pouco acima da média em acessibilidade do Move

Ava­li­a­ção feita pela pró­pria BHTrans so­bre a aces­si­bi­li­da­de das es­ta­çõ­es in­di­ca que são necessárias me­lho­ri­as em vá­ri­os itens, en­tre eles es­ca­da­ri­as, cal­ça­das e bi­lhe­te­ri­as

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postado em 07/04/2017 06:00 / atualizado em 07/04/2017 11:21

Paulo Henrique Lobato /

Leandro Couri/EM/DA Press
Três anos de­pois de ser im­plan­ta­do, em mar­ço de 2014, o Mo­ve re­ce­beu da pró­pria BHTrans, ges­to­ra do sis­te­ma, no­ta pou­co aci­ma da mé­dia no que­si­to aces­si­bi­li­da­de às es­ta­ções. Nu­ma es­ca­la de 0 a 100%, o Ín­di­ce de Con­for­mi­da­de com a Aces­si­bi­li­da­de (BRT IC), in­di­ca­dor que ava­lia es­tru­tu­ras co­mo ca­tra­cas, pas­sa­re­las e pas­seios, con­ce­deu no­ta de 62% pa­ra a mé­dia dos três cor­re­do­res (An­tô­nio Car­los, Cris­tia­no Ma­cha­do e Cen­tro). A me­ta da pre­fei­tu­ra é atin­gir o per­cen­tual má­xi­mo em 2030.

“O re­sul­ta­do me trou­xe sa­tis­fa­ção, pois, a par­tir de ago­ra, há um in­di­ca­dor quan­ti­ta­ti­vo pa­ra se che­gar aos 100%”, dis­se Mar­cos Fon­tou­ra, ana­lis­ta de Trans­por­te e trân­si­to da BHTrans, acres­cen­tan­do que a no­ta de 62% sig­ni­fi­ca di­zer que es­te é o per­cen­tual de di­re­tri­zes em con­for­mi­da­de com a aces­si­bi­li­da­de. A cons­tru­ção do in­di­ca­dor foi um tra­ba­lho ár­duo, que du­rou mais de oi­to me­ses.

Os téc­ni­cos vi­si­ta­ram as es­ta­ções, ve­ri­fi­ca­ram as es­tru­tu­ras e se de­bru­ça­ram so­bre uma vas­ta le­gis­la­ção que tra­ta do te­ma. Ao to­do, 92 di­re­tri­zes fo­ram ava­lia­das. Es­tas, por sua vez, fo­ram agru­pa­das em qua­tro con­jun­tos: tra­ves­sias (no­ta 60%), pas­sa­re­las (65%), aces­sos às pla­ta­for­mas (69%) e ele­men­tos das pla­ta­for­mas (44%).

A BHTrans cal­cu­lou a mé­dia dos qua­tro gru­pos pa­ra ca­da um dos três cor­re­do­res: Cen­tro (65%), An­tô­nio Car­los (62%) e Cris­tia­no Ma­cha­do (61%). A mé­dia dos três che­gou a 62%. “É com ba­se nes­tas 92 di­re­tri­zes que sa­be­mos on­de te­re­mos de me­lho­rar”, en­fa­ti­zou Fon­tou­ra, que tem dou­to­ra­do na área.

As no­tas po­de­riam ser me­lho­res se não fos­se o des­lei­xo do po­der pú­bli­co em con­ser­var es­tru­tu­ras de aces­so às es­ta­ções, co­mo cal­ça­das que não per­ten­cem a pro­prie­da­des pri­va­das. Um exem­plo sur­real es­tá num bu­ra­co num pas­seio na Cris­tia­no Ma­cha­do, a apro­xi­ma­da­men­te 800 me­tros do ter­mi­nal São Ga­briel. As cal­ça­das, que ti­ve­ram no­ta 56%, for­mam uma das di­re­tri­zes da tra­ves­sia, um dos qua­tro gran­des con­jun­tos.

DESTRUIÇÃO O van­da­lis­mo é ou­tro pro­ble­ma. A pró­pria so­cie­da­de des­trói es­tru­tu­ras, co­mo ocor­reu na pas­sa­re­la de aces­so a es­ta­ção São Ju­das Ta­deu, tam­bém na Cris­tia­no Ma­cha­do. Ao lon­go de­la, fer­ros re­tor­ci­dos po­dem ma­chu­car usuá­rios. A pas­sa­gem pa­ra pe­des­tres te­ve par­te da gra­de ar­ran­ca­da. “É um pe­ri­go, so­bre­tu­do, pa­ra crian­ças. Na hi­pó­te­se de de­sa­ten­ção, uma de­las po­de cair, des­pen­car na ave­ni­da e ser atro­pe­la­da”, aler­tou o ven­de­dor Luiz Afon­so.

Mui­tas es­ta­ções con­tam com bons e maus exem­plos. Na Ave­ni­da San­tos Du­mont, no Cen­tro, uma es­ta­ção con­ta com duas en­tra­das. Nu­ma, o aces­so se dá ape­nas por de­graus. Ca­dei­ran­tes, por­tan­to, pre­ci­sam per­cor­rer mais de 50 me­tros em cal­ça­das com tre­chos des­ni­ve­la­dos pa­ra che­gar à ou­tra en­tra­da, on­de há uma ram­pa.

Leandro Couri/EM/DA Press
Na Ca­choei­ri­nha, uma das es­tru­tu­ras ao lon­go da An­tô­nio Car­los, a fai­xa de pe­des­tre é bem si­na­li­za­da. E tem a lar­gu­ra mí­ni­ma (4 me­tros) de­ter­mi­na­da por lei. Da mes­ma for­ma, área mí­ni­ma de 1,2 me­tro no can­tei­ro en­tre as fai­xas de pe­des­tres pin­ta­das nas pis­tas com di­re­ções opos­tas.

É o es­pa­ço, por exem­plo, de se­gu­ran­ça pa­ra que um ca­dei­ran­te ou ido­so pos­sa pa­rar na me­ta­de da tra­ves­sia en­tre duas cal­ça­das. Já o se­má­fo­ro pa­ra pe­des­tres na mes­ma es­ta­ção não é su­fi­cien­te pa­ra ga­ran­tir a tra­ves­sia se­gu­ra da­que­les que não têm vi­são. “O ideal é que to­dos os equi­pa­men­tos te­nham si­nal so­no­ro pa­ra ce­gos”, ex­pli­cou Fon­tou­ra.

Ele se mos­trou ani­ma­do com o es­tu­do, que di­ta­rá on­de é pre­ci­so me­lho­rias. Uma de­les, ci­ta, é na di­re­triz que re­ce­beu a maior no­ta, a ca­tra­ca (95%). Só não foi 100%, ex­pli­ca, por­que nem to­dos os equi­pa­men­tos per­mi­tem a pas­sa­gem de ca­dei­ran­tes. Em to­das es­ta­ções, quem se lo­co­mo­ve com uma ca­dei­ra de ro­das en­tra por um aces­so ao la­do das ca­tra­cas.

A úni­ca no­ta 0 foi atri­buí­da aos ma­pas fi­xa­dos no in­te­rior das es­ta­ções. Eles não são úteis a quem não en­xer­ga. “Não têm som ou re­le­vo pa­ra orien­tar os ce­gos. Por­tan­to, pu­xei (a no­ta) pa­ra ze­ro”, afir­mou. Tan­to a di­re­triz ma­pa quan­to a ca­tra­cas fa­zem par­te do con­jun­to ele­men­tos das pla­ta­for­mas, o que te­ve a me­nor no­ta (44%) en­tre os qua­tro gran­des gru­pos.
Arte EM
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ROBSON
ROBSON - 07 de Abril às 13:17
Esse move é uma vergonha, além de ter encarecido o valor pra passageiros.
 
Geraldo
Geraldo - 07 de Abril às 08:49
Se real a preocupação do prefeito Kalil com a mobilidade urbana como temos visto (Anel Rodoviário, Move, rodoanel), seguramente irá mudar a realidade da cidade de Belo Horizonte e será reconhecido por isso. Todavia alertamos quanto ao Secretario de Obras, uma vez que as ruas estão esburacadas e carecendo de capina, portanto, este administrador deve ser avaliado quanto a sua competência.