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Farol ligado durante o dia ainda é dúvida em rodovias estaduais

Lei que exige farol baixo nas rodovias do país também durante o dia entra em vigor amanhã, prevendo multa de R$ 85,13. Tecnologia de LED em veículos mais modernos provoca dúvidas

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postado em 07/07/2016 06:00 / atualizado em 07/07/2016 07:26

Guilherme Paranaiba

Edésio Ferreira/EM/DA Press
A partir de amanhã, as polícias que atuam nas rodovias do Brasil começam a multar motoristas que circularem pelas estradas durante o dia sem o farol baixo ligado. A fiscalização é consequência da mudança do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) a partir da Lei 13.290/2016, que tornou obrigatório o uso do farol mesmo com iluminação natural suficiente, sob pena de multa de R$ 85,13 e perda de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Porém, em Minas Gerais a nova legislação já causa polêmica antes mesmo do início da vigência. A Polícia Rodoviária Federal (PRF), responsável por patrulhar as BRs, considera que os veículos mais modernos, que já saem de fábrica com uma iluminação automática de LED própria para rodar durante o dia, não precisarão acionar o farol baixo. Já o Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), unidade da PM que fiscaliza as rodovias estaduais na Grande BH, diz que a lei não traz nada a respeito da tecnologia DRL (sigla em inglês para farol de rodagem diurna) e, portanto, quem não acionar a luz baixa será multado mesmo se o veículo estiver com as lâmpadas de LED ligadas.

Segundo o inspetor Aristides Júnior, assessor de comunicação da PRF, a tecnologia DRL foi criada especificamente com o objetivo de facilitar a visualização de veículos durante o dia, portanto, a corporação entende que ela supre a necessidade. “Essa luz chega a ser mais forte que o farol baixo. Os veículos mais modernos já estão saindo de fábrica com essa opção. Ao acionar a ignição, as luzes são ligadas automaticamente. Quem for flagrado dessa forma não será multado”, afirma o inspetor. A PRF usa como base a resolução 227 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), de 2007, que estabelece as regras para esse tipo de iluminação.

O entendimento é respaldado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), de acordo com o Ministério das Cidades, ao qual o órgão está vinculado. “O órgão máximo executivo de trânsito da União (Denatran) entende que os faróis de rodagem diurna (DRL, sigla em inglês para Daytime Running Light) podem ser utilizados para os fins exigidos pela Lei 13.290, de 23 de maio de 2016”, informa a assessoria da pasta.

Porém, na prática o posicionamento ainda não está claro p'ara todas as corporações. O tenente Pedro Barreiros, oficial do BPMRv responsável pelo policiamento no Anel Rodoviário, em Belo Horizonte, e também por trecho da BR-356, entre Nova Lima e BH, na região metropolitana, afirma que a nova lei não traz detalhamento sobre a tecnologia DRL. “Para nós, do BPMRv, as luzes de LED não valem como farol baixo, pois não há nenhuma referência a elas na modificação do Código de Trânsito. Vamos ter que esperar um posicionamento concreto nesse sentido do Contran (Conselho Nacional de Trânsito)”, afirma o tenente. De fato, a norma do Contran que trata desse tipo de iluminação é de 2007, portanto anterior à chamada lei do farol baixo.

Mas, segundo o Denatran, “embora a lei não seja totalmente clara neste sentido, o uso de faróis baixos ou de faróis de rodagem diurna (DRL) é suficiente para o cumprimento da lei e (ambos) estão regulamentados pela Resolução 227/2007 do Contran”. Segundo as autoridades federais, esse entendimento já foi divulgado por ofício circular aos órgãos do Sistema Nacional de Trânsito, e seria suficiente para orientar os procedimentos de fiscalização das polícias.

Para o consultor em transporte e trânsito Frederico Rodrigues, a lei já chega atrasada em relação às tecnologias de iluminação veicular existentes no mercado e, se não houver clareza nesse sentido, a Justiça ficará carregada de processos questionando autuações. “Hoje, dependendo da intensidade da iluminação natural, existem veículos mais antigos nos quais a luz baixa do farol praticamente não é percebida. Já as lâmpadas de LED podem ser vistas de longa distância”, afirma o especialista. Para ele, o ideal é que, enquanto não houver completo esclarecimento sobre a questão, os motoristas deixem o farol baixo aceso para evitar problemas.

Arte EM
NEBLINA Se ainda há dúvidas sobre a tecnologia DRL, há consenso em relação ao farol de neblina e sobre sua variação, o farol de milha: eles não substituem a luz baixa do veículo. Quem estiver rodando com esse tipo de iluminação acionada, sem o farol baixo, será multado. No geral, tanto a PM quanto a PRF acreditam que a mudança será benéfica para a circulação nas rodovias, já que vai aumentar a segurança. “Vai permitir que os pedestres vejam melhor os carros, minimizando as chances de atropelamento. Também inibe as colisões frontais, porque é possível visualizar um carro que vem no sentido oposto de uma distância maior”, completa o inspetor Aristides Júnior.
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Adriano
Adriano - 07 de Julho às 15:31
Todos só têm a ganhar com o uso dos faróis acesos. Sempre faço isto quando estou dirigindo numa rodovia, independente se for estadual ou federal. Vc fica bem mais visualizado com o uso dos faróis acesos..... Se quer ter economia do carro, ande mais devagar.............CAMBADA !!!!
 
Marcos
Marcos - 07 de Julho às 14:34
E os fabricantes de lâmpadas agradecem, enquanto nós apenas pagamos e pagamos, porque utilidade mesmo essa nova norma não tem! |MP|
 
Elias
Elias - 07 de Julho às 11:30
PMMG tem que cumprir o que determina a lei federal, se os carros estão saindo de fabrica com luzes para o dia com autorização do cotran como diz a PRF, o sr ten não tem que ter duvidas e sim cumprir, e espero que o Cmdo da PM coloque esse ten no seu lugar.
 
LEANDRO
LEANDRO - 07 de Julho às 09:02
cujo motor tenha rendimento de 30% usando gasolina pura consome 53,8ml de gasolina por hora só para suprir os 150W do conjunto de lâmpadas do farol baixo. Só na Dutra passam diariamente 59 mil veículos por dia que fazem o trecho completo entre RJ-SP, se considerar que essa viagem dura 4h então queima diariamente 12600 litros de gasolina a mais para manter os faróis acesos apenas nessa estrada, isso dá uma emissão de 26 toneladas de CO2. Obriguem as fabricantes a colocar DRL e apaguem os faróis
 
Joao
Joao - 07 de Julho às 19:13
Não é besteira, não, Leandro! Parabéns pelo argumento numérico. É de gente racional como você que este país está precisando! Se depender dos "legisladores" que criam essas exigências malucas, a imbecilidade só crescerá!
 
Adriano
Adriano - 07 de Julho às 15:32
Quanta besteira dita, Parabéns !!!!!!!!!!
 
LEANDRO
LEANDRO - 07 de Julho às 09:01
Um carro cujo motor tenha rendimento de 30% usando gasolina pura consome 53,8ml de gasolina por hora só para suprir os 150W do conjunto de lâmpadas do farol baixo. Só na Dutra passam diariamente 59 mil veículos por dia que fazem o trecho completo entre RJ-SP, se considerar que essa viagem dura 4h então queima diariamente 12600 litros de gasolina a mais para manter os faróis acesos apenas nessa estrada, isso dá uma emissão de 26 toneladas de CO2. Obriguem as fabricantes a colocar DRL e apaguem os faróis, pois o DRL representa um consumo de apenas 10% do farol, menos poluição sobre nossas cabeça
 
Luciano
Luciano - 07 de Julho às 12:07
Quanta idiotice em único comentário
 
Bruno
Bruno - 07 de Julho às 08:02
A Polícia Militar Rodoviária, BPMRv fiscaliza as rodovias estaduais EM TODO O ESTADO E NÃO SÓ na Grande BH... Daqui a pouco entra um advogado suspendendo essa lei por um detalhe sobre o DRL e prejudicando toda a população (segurança).... Na dúvida, ligue o DRL e o farol baixo, pronto..
 
Joao
Joao - 07 de Julho às 08:00
Deus do céu! É mesmo para se desistir do Brasil! O país do bate-cabeça! Ninguém se entende, não há o mínimo bom senso em nada! Qual a diferença entre um fóton de led e um fóton de filamento? Nenhuma! Só porque não falaram dos faróis de led na lei e a luz de led não vale??? Deus os perdoe! É muita imbecilidade, o tempo todo.
 
Raimundo
Raimundo - 07 de Julho às 09:41
JOÃO, o objetivo da discórdia é um só: Para nós cidadãos de bem pagar multas para o governo corrupto.