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Carnaval 2016 gera renda de R$ 54,7 mi para BH e visitantes aumentam 124% em relação a 2015

Dados são de pesquisa feita pela Secretaria de Estado de Turismo e Esportes de Minas Gerais e Belotur. Grau de satisfação do folião caiu em relação ao ano passado

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postado em 01/03/2016 18:52 / atualizado em 01/03/2016 22:58

Pedro Ferreira

 Ramon Lisboa/EM/D.A Press.
O carnaval de Belo Horizonte de 2016 gerou uma renda de R$ 54,7 milhões para o município, 233,5% a mais do que a folia de 2015, que gerou R$ 16,4 milhões. O número de visitantes no evento também aumentou 124,1%, de 42.905, em 2015, para 96.144, em 2016. Os dados são de uma pesquisa feita pela Secretaria de Estado de Turismo e Esportes de Minas Gerais em parceria com a Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), divulgada nesta terça-feira.

O gasto médio diário dos visitantes também aumentou. Passou de R$ 99,42, em 2015, para R$ 157,61, em 2016, ou seja, 58,5% a mais. O fluxo estimado de pessoas, segundo dados da Polícia Militar, passou de 1,458 milhão para 2 milhões.

 

O objetivo da pesquisa foi traçar o perfil dos visitantes e moradores de BH que participaram do evento deste ano, diagnosticando os motivos da escolha da cidade, o nível socioeconômico e expectativas em relação aos produtos e serviços oferecidos durante a festa. Os questionários foram aplicados pessoalmente por pesquisadores contratados pela Secretaria de Estado de Turismo nos blocos de carnaval com maior expectativa de público.

Para a pesquisa, foi considerado morador quem vive em BH e região metropolitana. Quem veio do interior e de outros estados e países foi considerado visitante. Os questionários foram aplicados entre 6 e 9 de fevereiro, nos blocos Alcova Libertina, Baianas Ozadas, Bloco do Calixto, Bloco do Peixoto, Corte Devassa, Então Brilha!, Juventude Bronzeada e Ordináááários. No total, foram 493 entrevistados. A margem de erro é de 4,4%.

Dos entrevistados, 61% tiveram como origem o interior de Minas. Em segundo lugar, do estado de São Paulo (14,6%). Depois, Espírito Santo (6,1%), Rio de Janeiro (4,9%), exterior (3,7%), Bahia (3,7%), Goiás, Mato Grosso, Distrito Federal e Paraíba 1,2% cada.

Sobre a profissão, a maioria é assalariada (35,3% dos moradores e 23,8% dos visitantes). Sobre o estado civil, prevaleceram os solteiros (69,8% dos moradores e 79,3% dos visitantes). A renda também foi questionada. Dos moradores, 23,5% recebem salário entre R$ 1.021 a R$ 2.040. Dos visitantes, 27,8% recebem entre R$ 2.041 a R$ 3.570. A maioria dos foliões, 60%, foi às festas acompanhada de amigos.

Dos visitantes, 73,9% ficaram hospedados em casas de amigos, 15,9% em hotéis ou pousadas, 8,7% alugaram casas ou tinham casa própria, 1,4% ficou em albergues ou hostel. Os visitantes disseram que pretendiam visitar algum atrativo turístico fora da programação de carnaval. Em primeiro lugar, ficou a Lagoa da Pampulha (28,6%), seguida do Mirante da Serra do Curral (10,7%), Mercado Central (10,7%), e Inhotim (10,7%), entre outros locais.

Mas o grau de satisfação do folião caiu em relação ao carnaval de 2015. Para os moradores, caiu de 7%, em 2015, para 6,6%, em 2016. Dos visitantes, passou de 7,2% para 6,7%. Os moradores ficaram insatisfeitos com os blocos de rua, locais, horários, organização, com a sensação de segurança e com banheiros. Somente a limpeza da cidade obteve aumento no grau de satisfação, de 6 para 6,1.

 

Dentre as sugestões para o carnaval 2017, prevaleceram mais banheiros (31%) e mais segurança (15,4%). A média de participação das pessoas foi de três blocos. A maioria disse que participou e que pretende participar do Baianas Ozadas (35,9%), Então Brilha (28,9%), Ordináááários (26%), Chama o Síndico (12,2%) e Alcova Libertina (9,5%).

Para os moradores, a consequência do carnaval para Belo Horizonte é mais divulgação para a cidade (43,9%) e valorização da cultura (41,3%). Para 98,6%, o carnaval tem potencial para se tornar um atrativo turístico. Quase 100% dos entrevistados, moradores e visitantes, disseram que pretendem participar da folia no ano que vem.

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Juvelino
Juvelino - 02de Março às 06:21
Claro que a insatisfação iria cair e muito! Um exemplo na queda da qualidade desse Carnaval BH 2016, foram as restrições absurdas na região da Sabvassi por culpa de seus moradores! Em 2015 ela estava um caldeirão cultural, mas em 2016 foi decepcionante! Cadê os DJs do Carnaval Eletrônico de 2015 da Savassi?!