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Manifestantes entregam abaixo-assinado para prefeito pedindo permanência da Samarco em Mariana

Cerca de 400 pessoas saíram em caminhada pelas ruas da cidade histórica. Manifestantes dizem que o número de empregos e a arrecadação do município dependem da mineração

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postado em 21/11/2015 11:49 / atualizado em 21/11/2015 12:04

Márcia Maria Cruz /Estado de Minas , Luiz Fernando Motta /

Paulo Figueiras/D.A.Press

Manifestantes saíram às ruas de Mariana na manhã deste sábado para pedir a permanência da mineradora Samarco no município. De acordo com a Guarda Municipal, cerca de 400 pessoas saíram da Praça do Barro Preto, passaram pela Rua Direita e foram até a porta da Câmara Municipal, onde entregaram um manifesto com um abaixo-assinado para o Prefeito Duarte Júnior e o vereador Fernando Sampaio. Os manifestantes dizem que é necessário fazer justiça, mas pedem que a Samarco permaneça atuando na cidade por causa da arrecadação do município e do número de empregos.

Após receber o documento, o prefeito disse que as manifestações pró-Samarco desta manhã e a que aconteceu na terça-feira são conscientes e que os participantes sabem que é preciso justiça. Segundo ele, as pessoas estão buscando a manutenção de seus empregos. Duarte Júnior ressaltou que a cidade precisa buscar diversificação econômica, mas ainda depende da mineração.

O prefeito também falou da ida a Brasília para pedir que as buscas prossigam. "Para nós de Mariana é um momento muito difícil porque temos um grande número de desaparecidos. Sem que as famílias encontrem, o ciclo não fecha. Fui ao Congresso Nacional pedir que as buscas continuem na maior tragédia ambiental do país e maior derramamento de lama do mundo", disse.

Quem apoia

O técnico de manutenção da Samarco Roger Daher, de 43 anos, disse que o objetivo da manifestação é conscientizar as pessoas da importância da empresa para a região. "Caso ela feche, haverá muito desemprego", avalia. O funcionário da mineradora, que não teve nenhum familiar afetado pelo desastre, disse que foi chamado para a caminhada por meio de um grupo no WhatsApp intitulado "#ficasamarco".

A comerciante Isabel Sales Souza, de 37 anos, diz que a cidade cresceu muito nas últimas décadas. "Há 30 anos, Mariana era uma coisa, hoje é outra. A cidade se desenvolveu muito depois da chegada da Samarco. Não temos outra fonte de renda, por isso defendemos a mineração". Assim como o funcionário da empresa, ela não teve nenhum familiar atingido pela tragédia.
Paulo Figueiras/D.A.Press
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Full
Full - 21 de Novembro às 18:20
Passadas as manifestações de fanáticos, começa a vir a sensatez.
 
jose
jose - 21 de Novembro às 15:49
Sim,a samarco tem que permanecer,a cidade depende dela.tem que responder pela tragédia com rigor!!!só que a mesma não é responsável sozinha,afinal o crapula do governo é o maior responsável e não vi ninguém cobrando do mesmo!
 
vicente
vicente - 21 de Novembro às 14:14
Esse pessoal medíocre parece aquele passarinho que caiu no cocô de vaca e ficou atolado. Mas como estava quentinho achou otimo e protestava quando alguem queria socorre-lo...coisas do Brasil que ainda está no seculo XVI onde patifes exploradores e empresas predatorias como a Vale ainda mantem um estado como Minas Gerais dependente de atividades primarias que liquidam com o meio ambiente. Para a canalha da Vale Vale tudo.
 
vicente
vicente - 21 de Novembro às 14:14
Esse pessoal medíocre parece aquele passarinho que caiu no cocô de vaca e ficou atolado. Mas como estava quentinho achou otimo e protestava quando alguem queria socorre-lo...coisas do Brasil que ainda está no seculo XVI onde patifes exploradores e empresas predatorias como a Vale ainda mantem um estado como Minas Gerais dependente de atividades primarias que liquidam com o meio ambiente. Para a canalha da Vale Vale tudo.