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Diretor de departamento que fiscaliza barragens pede demissão

Chefe do DNPM, que é responsável por atestar a segurança das barragens da mineração, alega motivos médicos para deixar o cargo

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postado em 18/11/2015 11:37 / atualizado em 18/11/2015 11:54

Guilherme Paranaiba

O diretor-geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Celso Luiz Garcia, pediu demissão do cargo nessa terça-feira, após o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Samarco, em Bento Rodrigues, distrito de Mariana, na Região Central do estado, há duas semanas. O desastre ambiental deixou 11 mortos, 12 desaparecidos e mais de 600 desabrigados. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Ministério de Minas e Energia, pasta à qual está vinculado o DNPM.

"O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, recebeu nesta terça-feira, dia 17/11, carta de demissão do diretor-geral do Departamento Nacional de Produção Minerária, Celso Luiz Garcia, junto com um laudo médico. Hoje, 18/11, o ministro Eduardo Braga deve indicar substituto para ocupar interinamente o cargo", diz o comunicado da assessoria do ministério.

Em sua edição de ontem, o Estado de Minas mostrou que das 317 barragens em Minas de conhecimento do DNPM, 95 sequer constam no Plano Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). E o órgão admitiu que 37% das estruturas fora do plano e que não são fiscalizadas apresentam riscos alto e médio. A penúria da estrutura do departamento, onde faltam pessoal, equipamentos e verbas, tem sido alvo de alertas do Tribunal de Contas da União (TCU) e do sindicato das agências de regulação nacionais (Sindiagências).

Também nessa terça-feira, a Samarco admitiu que a barragem de Santarém, que não se rompeu com o desastre, e a barragem de Germano, a maior de todas, correm riscos e serão necessários escoramentos nas duas para torná-las completamente estáveis. A empresa mudou o discurso, já que na última sexta-feira informou que Germano estava estável e que Santarém também tinha se rompido, o que não aconteceu. As obras em Germano vão levar 45 dias. Em Santarém, a previsão é que as escoras fiquem prontas daqui a três meses.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Valdenir
Valdenir - 18 de Novembro às 22:09
Esse cara deveria estar preso,inclusive o médico que o atendeu e liberou um laudo médico. doente do que? Gostaria de saber o CID que esse "médico" colocou no laudo. deveria se Z76.5 pessoa fingindo ser doente. CADEIA nessa CAMBADA.
 
Julio
Julio - 18 de Novembro às 18:17
Celso Luiz Garcia - incompetente confesso - nomeado por Dilma. E aí? Mais um incompente que a Dilma coloca pra dirigir um setor estratégico e que acaba em tragédia... Petrobrás foi a mesma coisa... Se investigar mais a fundo vão ver que tem muita sujeira do governo petista por trás disso. Como sempre...
 
Sérgio
Sérgio - 18 de Novembro às 18:02
Quando a situação fica insustentável, a melhor alternativa é fugir. Infelizmente, este senhor não teve competência. Vítimas da tragédia não tem assistência médica. Por fim, estou cansado de tanta futilidade e alienação, a maioria dos brasileiros chegaram no fundo do poço. Diante disso, lancei o Blog dos Letrados Desalienados. Julgo como uma alternativa para tentar despertar o senso crítico das pessoas. O endereço é o seguinte: blogdosletradosdesalienados.blogspot.com Gostaria de contar com a participação e divulgação. Desejo o melhor para todos. Sérgio Lopes
 
REGINALDO
REGINALDO - 18 de Novembro às 17:34
Você é amiguinho dele Sr: Sergio...
 
eridan
eridan - 18 de Novembro às 17:12
Doente??? Ou com medo de descobrirem alguma coisa errada??? Vamos buscar os laudos dos ultimos 5 anos e verificar. Tem cheiro de Dinheiro
 
eridan
eridan - 18 de Novembro às 17:11
Cargo politico é um problema. O cara não sabe nada. Pergunta para ele para que serve uma Empresa de Mineração? o cara vai pular a janela e sumir.
 
Sergio
Sergio - 18 de Novembro às 16:46
Currículo de Celso Garcia É graduado em direito pela Faculdade Milton Campos de Belo Horizonte/MG. Especializou-se em Ciências Políticas e Estratégias Nacionais pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra %u2013 ADESG, em 1988. Em 1975, ingressou no serviço público por meio da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). Em 1983, passou a fazer parte do quadro de servidores do DNPM, onde exerceu ao longo de sua carreira várias atividades profissionais. De 1996 a 1999, foi chefe do Distrito do DNPM no Estado de Minas Gerais
 
Sergio
Sergio - 18 de Novembro às 16:46
Com sua aposentadoria em 2009, exerceu a advocacia até 2011. De 2011 até a sua nomeação como diretor-geral da autarquia, exerceu o cargo de superintendente da instituição no Estado de Minas Gerais.
 
Sergio
Sergio - 18 de Novembro às 16:45
Ficou apenas 5 meses no cargo. Ele é daqui de BH. O EM deveria ter colocado uma foto para que as pessoas o conheçam. Ele é formado em direito pela Faculdade Milton Campos.
 
Helio
Helio - 18 de Novembro às 15:59
O mais provável que é ocupado por políticos, assim como o Ministro e não por especialistas credenciados para tal. Resultado é esse ai que vai levar 50 anos para recuperar a natureza e o Rio Doce.Irresponsáveis.
 
Elias
Elias - 18 de Novembro às 15:12
Mas tem que ser investigado se não recebeu propina e também outros que passaram antes dele e os prefeitos MP e outros órgãos que deveria ser responsável pela fiscalização TODOS TEM QUE PAGAR POR NÃO TER CUMPRIDO COM SEUS DEVERES.
 
Roberto
Roberto - 18 de Novembro às 14:54
Fica muito difícil trabalhar em condições precárias de falta de equipamentos, mão de obra muito abaixo do que se é necessário, enfim o departamento é sistematicamente sucateado, pois assim fica mais fácil de burlar a lei , driblar a fiscalização e facilitar a corrupção. Realmente o números de fiscais no DNPM é baixíssimo para tanta demanda.
 
Marco
Marco - 18 de Novembro às 14:37
Colocam vários diretores que são indicação política em cargos que deveriam ser ocupados por pessoal de carreira no órgãos públicos em geral, é isso que acontece, que paga o pato é o que é de carreira.........
 
Marco
Marco - 18 de Novembro às 14:29
É o seguinte: quantas empresas sonegam impostos através de jogada de seus contadores? Quantas empresas pagam por fora para que não sejam notificadas em seus erros? pois é meus amigos...isso é Brasil...a SAMARCO faz parte deste cartel de pagarem responsáveis por inspeções para não atrapalharem o curso da ganância...
 
Décio
Décio - 18 de Novembro às 19:08
Marco, o que é que os contadores têm a ver com esta lambança? Pare e pense
 
Marco
Marco - 18 de Novembro às 14:26
O que deve ter recebido de propina para não interditar tal barragem...por isso aconteceu mais essa tragédia. Tô apostando...façam suas apostas...
 
Messias
Messias - 18 de Novembro às 13:18
Deveria devolver os salários que recebeu, pelos serviços que não prestou. E se os prestou, o fez com incompetência, ao que ora se presume. É muito fácil fugir às responsabilidades do cargo, neste momento tão dificil para a vida de muitas vítimas de sua negligência, ou incompetência.
 
Marco
Marco - 18 de Novembro às 14:40
Que coitadinho..... pediu demissão por incompetência....... bem feito se meter onde não é chamado.
 
Frederico
Frederico - 18 de Novembro às 13:48
Concordo Messias em número, género e grau!
 
REGINALDO
REGINALDO - 18 de Novembro às 13:44
Messias, seu comentário serve para muitos cargos de confiança, onde estes merdas não fazem absolutamente nada, esta é a cultura se ele trabalha ele vai prosseguir com seu trabalho para quem o outro setor também não trabalha.