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Barragem que se rompeu passava por obras, afirma Samarco

Empresa disse que abriu um procedimento de investigação para checar as causas da tragédia. Barragem passava por obra de preparação para aumentar capacidade

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postado em 06/11/2015 15:35 / atualizado em 10/11/2015 11:34

João Henrique do Vale , Rodrigo Melo


A empresa Samarco confirmou em coletiva na tarde desta sexta-feira que uma obra para aumentar a capacidade de uma das represas acontecia no momento do rompimento em Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. Porém, afirmou ainda que não tem explicação para a tragédia e que uma investigação foi aberta para checar as causas. Já foi confirmada uma morte e o desaparecimento de pelo menos 13 funcionários que trabalhavam para a empresa. Número de moradores que ainda não foram encontrados está sendo computado pela Defesas Civil do município.

De acordo com o presidente da empresa, Ricardo Vescosi, o rompimento da primeira barragem ocorreu por volta das 15h e que todos os procedimentos do plano de emergência foram realizados. “Entramos em contato com as autoridades, conforme o plano. Em seguida, tivemos o rompimento da Santarém (segunda barragem), que é de água e fica após a barragem de Fundão. Esse rompimento da barragem de rejeitos, em seguida, provoca uma onda que se propaga e atinge a comunidade de Bento Rodrigues”, explica.
EM/D.A press

No momento do acidente, operários de empresas terceirizadas e da Samarco faziam obras no local. O presidente confirmou que 13 trabalhadores seguem desaparecidos. Eles realizavam um serviço para aumentar a capacidade da represa. “A obra é natural para operações de rotinas da barragem e o alteamento da barragem de Fundão, que é um alteamento licenciado dentro de todos os protocolos do Estado de Minas Gerais”, disse.

O presidente também informou que as operações aconteciam sem nenhum impedimento. “Importante relatar que essas operações das barragens de Fundão e Santarém são regulares, licenciadas, monitoradas dentro do melhor padrão que a gente conhece, dentro do que a técnica preconiza”, comentou.

A empresa já abriu um procedimento de investigação para tentar chegar até as causas da tragédia. “Não temos condições de afirmar nada neste momento. Estamos inciando o processo de investigação técnica para chegar as causas”, afirmou o Germano Silva, gerente-geral de projetos e coordenador do plano de ações emergenciais da Samarco.

Segundo o gerente, no momento do rompimento das barragens, funcionários estavam construindo um dreno interno em uma das estruturas. “A obra que esta sendo feita é uma preparação para o alteamento da barragem. A barragem é alteada com próprio rejeito. Ela possui licenciamento e atende as normas técnicas brasileiras e internacionais. No momento, estávamos construindo um dreno interno”, comentou.
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João
João - 06 de Novembro às 23:44
PAPO FURADISSÍMO.....JÁ SABIAM QUE A BARRAGEM ESTAVA COM EXESSO DE SATURAMENTO, POIS ESTAVAM EXECUTANDO UM DRENO NA MESMA....OU NÃO EXISTIA , OU O EXISTENTE NÃO FUNCIONAVA !!!! MAS O PROPINODUTO CONTINUA FUNCIONANDO !!!
 
Gerson
Gerson - 06 de Novembro às 17:46
Também devem excluir qualquer tipo de associação de tremores com a ruptura da barragem, pois toda a superfície do solo brasileiro convive com micro vibrações, até porque estes não foram suficientes para causar danos nas edificações antigas, pontes, estradas, viadutos, e não seria uma barragem a única a ser rompida por micro tremores. Deveriam inclusive indicar qual foi o valor da medição da vibração identificada e acabar de vez com este assunto. Houve erro de projeto e execução no alteamento da barragem assim como ocorreu em Macacos em Nova Lima a mais de dez anos passados.
 
Gerson
Gerson - 06 de Novembro às 17:41
O rompimento da barragem ocorreu pelo mesmo tipo de erro técnico no projeto e na execução também ocorrido na barragem de Macacos (Nova Lima) quando estavam realizando o alteamento ou elevação da capacidade de contenção do rejeito. O pior que na época o FEAM e Mineração Rio Verde foram responsabilizados e nenhum procedimento administrativo e técnico para a fiscalização, monitoramento, instrumentação da barragem chegou a ser implantado, o que poderia ter impedido a ocorrência de desastre dessa natureza. Basta apenas consultar os laudos técnicos emitidos para a desastre da barragem de Macacos.