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#ForçaMariana: campanha na internet pede ajuda e doações para as vítimas; colabore

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postado em 05/11/2015 21:14 / atualizado em 10/11/2015 11:27

Pedro Galvão , Mateus Parreiras


O Estado de Minas e o Portal Uai reforçam a campanha na internet para ajuda às vítimas da tragédia em Bento Rodrigues, subdistrito de Santa Rita Durão, distrito de Mariana, na Região Central de Minas Gerais. Inicialmente, o ponto de apoio dos desabrigados é o ginásio da Arena Mariana. O local está recebendo doações de colchões, fraldas, água mineral e produtos de higiene. Os desabrigados também devem ser alojados no local, provisoriamente. Hotéis e pousadas locais também se organizam para oferecer abrigo a quem teve a casa invadida por lama tóxica. Com as hashtags #ForçaMariana e #ForçaBentoRodrigues, a campanha teve mais de 300 compartilhamentos em apenas meia hora no ar nas páginas do EM e do Uai no Facebook. Comparilhe:

 

#ForaMarianaSaiba como ajudar as vtimas da tragdia em Mariana: http://goo.gl/b9Kfrd

Posted by Estado de Minas on Quinta, 5 de novembro de 2015
 

 


Na onda da solidariedade, o senhor Emídio Vieira, encarregado de uma empresa de alojamentos de Itabirito, já fez três viagens levando colchões para os desabrigados em Mariana. Ele faz um apelo para que quem puder ajudá-lo a transportar camas e mais colchões. "Só tenho uma pick-up e não consigo levar tudo. São mais de 100 colchões e camas que podem ajudar quem perdeu tudo".


Por meio do perfil na mesma rede social, a Prefeitura de Mariana convida a população a fazer essas doações no Centro de Convenções da cidade. Segundo a associação comunitária local, o subdistrito de Bento Rodrigues, atingido pelos resíduos do rompimento da barragem da Samarco, possui 620 moradores. De acordo com a nota oficial divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Ferro e Metais Básicos de Mariana (Metabase), ao menos 15 trabalhadores morreram e outras 45 pessoas estariam desaparecidas.

 

 

Mobilização também em Ouro Preto

A população da vizinha Ouro Preto também está se organizando para ajduar os desabrigados de Bento Rodrigues. Via Facebook, os estudantes das associações ARROP (Associação Repúblicas Reunidas de Ouro Preto), ARPaM (Associação das Repúblicas Particulares de Mariana) e REFOP (Repúblicas Federais de Ouro Preto) organizaram uma ação pedindo doações de toalhas, cobertores, colchões, produtos de higiene e alimentos não perecíveis. Os donativos podem ser entregues no seguintes endereços:

 

- República Doce Veneno – Endereço: Rua Argemiro Sanna, 21 – Bairro Barra. Telefone: 31 3551-3816

- República Snoopy – Endereço: Rua Conde de Bobadela ( Rua Direita), 159 – Bairro Centro. Telefone: 31 3552-2859

- República Palmares – Endereço: Campus Universitário, 4º ala, casa C – Bairro: Vila Operária. Telefone: 31 3551-3372

Os pontos de recolhimento dos donativos em Mariana:

- ICSA (Instituto de Ciências Sociais Aplicadas) – Endereço: Rua Catete, 166 – Bairro Centro

- ICHS ( Intituto de Ciências Humanas e Sociais)- Endereço: Rua do Seminário, s/n – Bairro Centro 

 

Como colaborar de Belo Horiozonte 

Moradores da capital também poderão contribuir com as campanhas de arrecadação de mantimentos e objetos pessoais. O movimento Salve a Serra da Gandarela criou um evento no Facebook para organizar pontos de doação em BH e caronas solidárias para levar donativos e voluntários para Mariana. Interessados podem entrar em contato na página do evento.

 

Congonhas 

Em Congonhas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os donativos para as vítimas do estouro da Barragem Fundão, em Bento Rodrigues, estão sendo organizadas pelo Rotary Club. Os interessados em doar roupas, alimentos e água mineral aos atingidos pela tragédia devem se dirigir  à rua Marquês do Bonfim, 197, bairro Praia, a partir de segunda-feira, de 10 às 21 horas. 

 

 

O ginásio da Arena Mariana já recebeu doações de muitos moradores da região desde o início das mobilizações solidárias nas redes sociais. Centenas de voluntários trabalham no local ajudando na separação dos materiais. 

 

 

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Jânia
Jânia - 05 de Novembro às 23:50
Não é a primeira vez que isso acontece aqui em Minas. Dentre outros, é mais barato pagar as "indenizações" do que adotar as medidas de segurança e prevenção. Com a magistratura e o MP perseguindo e marginalizando o cidadão, fomentando, protegendo e sendo conivente com a indústria de atos ilícitos a história sempre se repete e sempre acaba mal paga e mal contada! Quantas vidas, quantos empregos, quantas garantias e liberdades do povo mais serão injustamente cerceadas para que se inicie o debate sobre os guardiões do fisiologismo, voluntarismo, irresponsabilidade, improbidade e corrupção?