Corpo de advogado morto a tiros no Bairro Castelo é enterrado em BH

O sepultamento foi realizado no Cemitério Bosque da Esperança. Polícia Civil afirma que as investigações estão avançadas e que imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas

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postado em 23/10/2013 17:53 / atualizado em 23/10/2013 18:24

João Henrique do Vale

Tulio Santos/EM/D.A Press

Foi enterrado, na tarde desta quarta-feira, o corpo do criminalista Jayme Eulálio de Oliveira, de 37 anos, morto a tiros nessa terça-feira quando chegava em seu prédio no Bairro Castelo, na Região da Pampulha. Mais de 40 tiros foram disparados de uma pistola ponto 40 e de um fuzil 556, contra o veículo em que o advogado estava. Investigadores da delegacia de homicídios Noroeste irão analisar imagens de câmeras de segurança de imóveis vizinhos para tentar identificar os suspeitos do crime.

O corpo de Jayme foi liberado do Instituto Médico Legal (IML) por volta das 13h e seguiu para o cemitério, onde aconteceu o velório e o sepultamento. As duas cerimônias foram realizadas de forma reservada. A imprensa foi impedida de entrar no local a pedidos dos familiares do advogado. Nenhum parente quis dar entrevista. O enterro aconteceu por volta das 18h.

O criminalista foi assassinado na noite dessa terça-feira. Jayme se preparava para entrar com seu Ford Fusion na garagem do edifício localizado na Cecília Fonseca Coutinho quando foi fuzilado. A polícia acredita que tenham sido disparados mais de 40 tiros contra ele. Cápsulas de pistola calibre 40 e de fuzil 356, de uso restrito das Forças Armadas, ficaram espalhadas pela rua.

Pessoas próximas ao advogado disseram à polícia que ele atuava, principalmente, na defesa de traficantes. Jayme atuava também na defesa de policiais militares na Justiça Militar de Minas Gerais. O crime ocorreu por volta das 19h15. Uma testemunha disse aos policiais que a ação foi muito rápida e que viu dois homens fugindo em um carro.

Reprodução OAB/MG
A investigação sobre o caso ficará a cargo da Delegacia de Homicídios Noroeste, sob comando do delegado Rodrigo Bossi. Nesta quarta-feira, uma equipe foi até Vespasiano, no Bairro Morro Alto, para averiguar uma informação que chegou para a corporação de que traficantes da região, suspeitos de roubar cinco armas da 180ª Companhia do 36º Batalhão da Polícia Militar, estão envolvidos no crime do advogado.

No dia do furto, foram levadas quatro pistolas, uma submetralhadora calibre .40 e um fuzil 556. A ligação do dois crimes foi levantada depois que foram encontradas cápsulas semelhantes as usadas nas armas levadas da companhia em volta do carro do defensor.  Outra hipótese é que o assassinato teria sido motivado por retaliação de algum traficante insatisfeito com a defesa promovida pelo advogado

Os investigadores, por meio da assessoria da Polícia Civil, informaram que as investigações estão avançadas e que as hipóteses não passam de especulação.

(Com informações de Pedro Ferreira e Daniel Silveira)