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Estado de Minas

Trote pornográfico no câmpus da UFMG assusta calouros de turismo

Alunos relataram que duas calouras foram amarradas a um poste. A UFMG informou que esses trotes dentro do câmpus são proibidos.


postado em 22/03/2012 12:44 / atualizado em 22/03/2012 14:15

Um trote dentro do câmpus deixou estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) assustados na manhã desta quinta-feira. A brincadeira de mau gosto foi organizada por alunos do curso de turismo, no prédio do Instituto de Geociências (IGC).

Estudantes relataram que duas calouras foram amarradas a um poste. Os veteranos se vestiram de policiais militares e colocaram camisinhas na ponta de cassetetes, obrigando os novos universitários a chupar o objeto. O trote assustou algumas pessoas que passavam pelo câmpus, mas para outras não passou de uma brincadeira.

Uma mestranda e funcionária da UFMG, que não se identificou, ficou revoltada com a humilhação sofrida pelas estudantes. Disse que vai acionar a reitoria do câmpus para explicar a permissão desses eventos.

Aluna do 8º período de turismo, Ana Paula Santos Rodrigues, participou da recepção aos calouros e conta que esse trote já é tradicional no curso. “ Não houve abuso. Têm seguranças da UFMG aqui e todos estão conscientes. Os calouros não sabiam do trote, mas tiveram a opção de não participar”, relata.

Segundo ela, os calouros foram pintados e sujos de terra e farinha. Durante o trote, os guardas da universidade acompanharam e chamaram para conversar com veteranos que se excediam na comemoração, evitando abusos. Rodrigues não organiza os trotes, mas participa há quatro anos e afirmou que nunca houve problemas.

Outros estudantes do curso, que já estiveram no lugar dos calouros, também relataram que foi tudo brincadeira. Houve um momento de juramento dos novos alunos, uma espécie promessa na qual oferecem obediência eterna aos veteranos. Conforme os relatos, os novos universitários toparam participar do “teatro”, sem levar a sério.

A UFMG informou que trotes dentro do câmpus são proibidos há pelo menos 15 anos. A diretora do IGC, Tânia Mara Dussin, e o diretor de assuntos estudantis, Luís Guilherme Knauer, foram ao local apurar o fato. Confirmaram que tudo não passou de uma brincadeira e que não houve violência.

Mesmo proibidos, os trotes são monitorados por guardas da universidade para garantir a segurança de calouros. A UFMG informou que se algum aluno se sentir mal com as brincadeiras pode procurar a Diretoria de Assuntos Estudantis (DAE) e denunciar. Nesse caso, uma comissão de inquérito é aberta e pode haver advertência aos organizadores da recepção.

Trote solidário

Na semana passada, o Estado de Minas divulgou o Trote Solidário dos estudantes de medicina da UFMG, um exemplo para todos os universitários. Estudantes decidiram se juntar para revitalizar escola municipal no São Lucas e participaram de oficinas de dança com as crianças. Em sua primeira edição, o Trote Solidário recebeu 60 alunos dos 1º e 2º períodos de medicina. O evento substituiu o trote à moda antiga, em que veteranos recebem os novatos com brincadeiras frequentemente animadas com bebidas alcoólicas.


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