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Com apetite renovado

Setor de comida fora de casa cresce mesmo em tempo de economia magra

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postado em 07/06/2015 00:11 / atualizado em 09/06/2015 18:00

Estado de Minas

Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press
A escassez de mão de obra para o trabalho doméstico no Brasil turbinou a expansão dos serviços e da indústria da alimentação, até então mais favorecida pelo trânsito caótico das grandes cidades e a falta de estacionamentos, que reduziram o tempo do almoço em casa. A nova oportunidade levou também para a rua as mudanças de hábito do consumidor, agora com interesses voltados para dietas especiais, seja em razão do estilo saudável de viver, seja por recomendação médica. A valorização da gastronomia é fator adicional. O ranking de estímulos ao setor, portanto, segue sem parar de crescer, embora num cenário de crise econômica exija ajustes de gestão e muita atenção ao caixa.

Dos carrinhos de sanduíche, passando pela nova onda dos food trucks, até chegar aos restaurantes, a vasta oferta de negócios que o setor proporciona tem seu lado extremamente motivador, mas cria situações também muito complexas, como observa Lucas Pêgo, diretor-executivo da seção mineira da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). “Não vamos falar de crise, pelo contrário, o setor permanecerá em crescimento”, afirma.

Os desafios também são proporcionais às perspectivas das empresas, de acordo com o executivo. Subiram as despesas com serviços públicos administrados, a exemplo de água e luz, além da pressão maior dos aluguéis de imóveis, cuja participação no custo fixo dos empreendimentos mais que dobrou, alcançando pelo menos 10% dos gastos totais mensais. Os empreendedores têm sido forçados, da mesma forma, a assumir outros serviços de responsabilidade do poder público, para oferecer mais segurança aos clientes e reforçar a limpeza dos estabelecimentos.

A regulamentação mais apertada sobre os negócios da alimentação impõem atenção redobrada. “Há um excesso de leis sobre o setor. Tramitam na Câmara dos Deputados 30 projetos para enquadrar a atividade, e eles, geralmente, implicam penalidades ou adequação que vão demandar investimentos”, alerta Lucas Pêgo. No entanto, quem está disposto a arregaçar as mangas e planejar cada passo do empreendimento tem boas perspectivas de sair vitorioso da empreitada. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os gastos das famílias com alimentação fora do lar evoluíram de 24% em 2003 para 31% em 2009.

Estudos comparativos da Abrasel, tomando como parâmetro as despesas dos norte-americanos fora do lar – evoluíram de 34% nos anos 1970 para 48% em 2008, último dado disponível –, indicam que o consumo de alimentos no Brasil nesse quesito vai abocanhar 40% do orçamento familiar dentro de 10 anos. Por trás dos números, o setor terá de se preparar, segundo Lucas Pêgo, para atender aos novos desejos do consumidor.

Apelo O Instituto Nielsen, empresa mundial especializada em informação e pesquisa, divulgou estudo em janeiro mostrando que 88% dos consumidores no mundo estão dispostos a pagar mais por alimentos que apresentem atributos saudáveis em algum grau. O estudo Global sobre saúde e bem-estar foi feito mediante a consulta a 30 mil pessoas em 60 países. Metade delas está tentando perder peso. A disposição de pagar mais por benefícios à saúde é maior nas nações em desenvolvimento.

Pêgo, da Abrasel, diz que o potencial do setor é também grande em razão da alta informalidade dos negócios, que alcança 60% no segmento. Com as vantagens que a formalização do empreendimento traz, ele vai logo desvendando alguns mitos para os novatos no setor. “Abrir um restaurante não traz nenhum tipo de tranquilidade e quem gosta de cozinhar deve saber que se decidir assumir a gestão da empresa o que menos vai fazer é justamente cozinhar”, alerta.

 

FERMENTO NO BOLO
Gastos das famílias com alimentação fora do lar

No Brasil
2003 24%
2005 25%
2006 26%
2009 31%
2025* 40%

Nos Estados Unidos
1965 25%
1980 39%
1995 47%
2005 47%
2008 48%

Fonte: Abrasel
(*) projeção
 

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alexandre
alexandre - 07 de Junho às 08:49
Não é bem assim não!A crise no setor alimentício já chegou sim.Da região da Savassi até na serra uma marca de picolé famosa já fechou 42 pontos entre bares ,restaurantes,padarias e lanchonetes .Os estabelecimentos encerraram as atividades devido ao alto valor do aluguel e impostos ,claro!!Então essa matéria está meio distorcida,incentivando as pessoas investirem nesse ramo e depois ficam endividadas por um bom tempo.Tomem cuidado!!A graminha dos outros sempre é mais verdinha!!!!