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Indústria e comércio movimentam R$ 41,7 bi com móveis

Pesquisa indica que o gasto dos brasileiros com mobílias disparou 56,8% de 2002 para 2012

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postado em 17/05/2015 06:02 / atualizado em 19/05/2015 14:01

Paulo Henrique Lobato /Enviado Especial

Edésio Ferreira/EM/D.A Press
Mineiro de Belo Horizonte, Gustavo Ladeira, de 42 anos, ganhou a vida como analista de sistemas de uma grande empresa em São Paulo por duas décadas. A saudade da família o fazia sonhar com o dia em que voltaria em definitivo para a terra natal como dono do próprio negócio, o que ocorreu em 2011, quando recebeu uma proposta estranha à sua formação profissional: fabricar móveis para uma loja da capital mineira.

Gustavo aceitou o desafio e migrou para uma estatística importante para a economia nacional: a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) concluiu que 71 em cada 100 brasileiros que apostam no empreendedorismo o fazem por oportunidade, e não mais por necessidade.

“O empresário atual abre um negócio porque vê uma oportunidade e investe na ideia. Ter uma empresa porque não se tem uma ocupação não é mais o principal fator”, enfatiza Luiz Barretto, presidente do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) nacional, entidade que elaborou o levantamento em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP).

O ex-analista de sistemas estudou o mercado, se associou a um amigo e fundou a Neobox, especializada em sofás, camas e poltronas para um público com alto poder aquisitivo (leia sobre a empresa na página 13). O setor que ele escolheu tem uma participação importante no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Um estudo do instituto Data Popular apurou que o gasto dos brasileiros com mobílias disparou 56,8% de 2002 para 2012, de R$ 26,6 bilhões para R$ 41,7 bilhões.

O setor reúne a indústria e o comércio de móveis, além de artigos de decoração. Só esse último ramo movimenta algo em torno de R$ 5 bilhões no país, segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2013. E há mercadorias para todos os gostos e preços.

“Quando a gente fala de decoração, fala de um sonho. A decoração mostra o estilo de vida das pessoas, mostra a personalidade, mostra o bom gosto. É um ramo que cresce bastante. Por mais simples que a pessoa seja, ela deseja ter um ambiente decorado, que seja funcional e bonito”, diz arquiteta Ângela Saraiva, gerente da unidade da Líder no Ponteio Lar Shopping, o maior centro comercial do segmento em Minas Gerais, com 70 pontos de vendas. Esse desejo dos consumidores é a janela aberta para o investidor empreender na área de decoração.

MOBILIÁRIO Em Minas, levando-se em conta apenas a fabricação e o varejo de mobílias, o segmento fatura cerca de R$ 3,6 bilhões por ano. É o que calcula José Oscar Silva Pinto, presidente da Associação de Lojistas e Representante de Móveis de Minas Gerais (Alormov-MG). O setor moveleiro é tão importante para a economia regional quanto o total de empregos diretos e indiretos gerados nas cerca de três milhões de lojas e mais de 500 fábricas: algo em torno de 70 mil homens e mulheres.

Nesta edição, o guia Você, empreendedor vai mostrar oportunidades para quem deseja montar o próprio negócio nos ramos de móveis e decoração. As matérias mostram cases de sucesso, apresentam dicas para quem deseja ter o suporte de uma franqueadora, orientam para a quantia suficiente para capital de giro e investimento. Além disso, destacam a importância da mão de obra qualificada e da logística.
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Amalia
Amalia - 19 de Maio às 13:45
Felicidades Gustavo, nada como voltar para a terra natal, a nossa raíz! E voltou bem sucedido o que, também, é importante.