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Empreendedores reduzem custos e ampliam lucros

União de empresários de pequeno porte garante maior lucratividade e competitividade

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postado em 17/05/2015 06:06 / atualizado em 18/05/2015 10:48

Estado de Minas

Beto Novaes/EM/D.A Press
A união faz a força até mesmo entre concorrentes. Foi com esse pensamento que 18 micro e pequenos fabricantes de móveis de Minas Gerais formaram a Orkidea, uma rede de negócios criada para ampliar o mercado, aumentar vendas e agilizar entregas. A união dos empresários de pequeno porte garante maior lucratividade e competitividade, uma vez que fazem pedidos acumulados, como de maquinários e matéria-prima, conquistando junto aos fornecedores melhores preços do que se fizessem a compra sozinhos.

Esse desconto pode ser repassado aos compradores de móveis, o que gera melhor preço em relação ao concorrente. “A partir do momento que micro e pequenos empreendedores trabalham coletivamente, eles têm maior poder no mercado, seja viabilizando capacitação para funcionários, seja buscando aquisição de maquinários. Um empresário negociando com um fornecedor é uma coisa. Já 10, 20...”, reforça Algeny Gomes, analista da unidade de Mercados e Relações Internacionais do Sebrae Minas.

Redes de negócios também permitem aos integrantes concorrer entre si, na hipótese de uma licitação, para fazer a melhor oferta. A Orkidea surgiu por uma frustação de Carlos Alberto Homem, presidente do Sindicato das Indústrias do Mobiliário e de Artefatos de Madeira no Estado de Minas Gerais (Sindimov-MG), ao perder a concorrência para fornecimento de mobília para a Cidade Administrativa Tancredo Neves, sede do governo do estado, inaugurada em 2010.

Para evitar outras perdas, ele e amigos do ramo criaram rama rede com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Os empresários participaram de um curso de capacitação com duração de 3,5 mil horas, requisito para quem deseja integrar a rede.

“Isso garante o nível de qualidade dos produtos e serviços que vendemos”, disse o presidente do Sindmóveis. A entidade, oficialmente lançada em março do ano passado, contabiliza orçamentos solicitados acima de R$ 10 milhões. O grupo também pode atender grandes pedidos que, individualmente, seriam inviáveis.

VAREJO Esse tipo de associativismo também despertou a atenção de donos de lojas especializadas em decoração e móveis do Sul de Minas Gerais, onde 10 empresários estão montando uma central de negócios. A entidade deve ser oficializada em agosto próximo.

“São dez empresários com 33 lojas presentes em 25 cidades da região. Nossa ideia é dobrar de tamanho até o fim do ano, pois uma das estratégias para conseguirmos preço melhor junto aos fornecedores passa pela questão geográfica. Queremos ‘colar’ uma cidade na outra, o que aumenta nosso poder de barganha. Conseguiremos, acredito, de 10% a 15% de desconto”, disse Décio Freire, escolhido como presidente da futura entidade.

A reunião de empresários do mesmo setor facilita até mesmo o marketing. Uma das possibilidades, por exemplo, é a criação de uma logomarca comum, como explica a analista do Sebrae Minas: “A partir do momento que trabalham como uma central de negócios, tornam-se parceiros”.
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