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Estética/Panorama do setor

Negócios ligados à beleza e ao bem-estar crescem a uma taxa de 10% ao ano

Setor, que movimenta cifras bilionárias, oferece ao empreendedor um mundo de oportunidades

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postado em 10/05/2015 06:10 / atualizado em 10/05/2015 07:50

Jorge Macedo - especial para o EM

Shai Spa/Divulgação

A decisão de trocar o atendimento informal a clientes, muitas vezes feito de modo quase caseiro, pelo negócio próprio vem convencendo um número crescente de brasileiros, que nos últimos 10 anos conquistaram a posição de povo campeão no empreendedorismo. Um dos segmentos que atraem estreantes e veteranos para a formalidade é a beleza. Da indústria à prestação de serviços, o setor, que movimenta cifras bilionárias, oferece ao empreendedor um mundo de oportunidades. Nesta edição, o guia 'Você, empreendedor' vai mostrar as oportunidades para quem quer começar ou ampliar o negócio, além de orientações e dicas de empresários que já acumulam experiências e vencem desafios no dia a dia do negócio.

Salões de beleza, clínicas de estética, atividades como as massagens que aliviam o estresse da vida moderna, os spas urbanos, academias e a moda fitness, movimentam uma cadeia que esbanja vigor e está aberta para novas experiências e inovação. Segundo dados do Sebrae, entre os microempreendedores individuais (MEIs), profissionais que faturam até R$ 60 mil por ano, a categoria que mais cresceu foi aquela ligada aos serviços da beleza.

Entre 2010 e 2015, o número de registros nesse segmento foi multiplicado por cinco, com um incremento de 567%, somando 482,4 mil novos empreendedores, segundo dados do Sebrae Nacional. Em Minas Gerais, o profissional cabeleireiro foi o que mais cresceu entre empresários que faturam até R$ 60 mil. Muitos já colhem bons resultados e veem o faturamento crescer, saltando da faixa do microempreendedor para o teto das micro e pequenas Empresas, de até R$ 360 mil ao ano.

Os investimentos para começar um negócio no segmento da beleza e estética são os mais variados, mostrando que o setor é bem democrático, acolhendo desde os empreendedores individuais até a pequena empresa, com investimento mais vultosos. “Um salão de beleza pode ser aberto com investimentos que variam de R$ 20 mil a R$ 1,5 milhão, depende do que pretende o empreendedor”, comenta o empresário Rafael Maia, que há 60 dias se tornou sócio-proprietário de um salão de beleza no Bairro Funcionários. Mas os investimentos no ramo podem começar ainda menores, caso de franquias em variados segmentos da estética, como os cuidados de beleza que vão até a casa do cliente que podem ter aportes a partir de R$ 5 mil.

Consumo

Para se ter ideia da relevância do setor da beleza para o brasileiro, um bom termômetro é o consumo expressivo desses itens. Considerando os mercados mundiais, o Brasil é o terceiro mercado que mais consome produtos do gênero. De filtro solar a perfumaria, passando por maquiagens e cosméticos, o país fica atrás apenas dos Estados Unidos e Japão. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), a indústria da beleza, desde 2001, vem crescendo perto de 10% ao ano e movimenta, desde a produção até o consumidor final, R$ 101 bilhões ao ano. O Brasil representa 9,4% do mercado consumidor ao redor do globo.

Em uma matemática que soma a demanda do mercado, o crescimento da economia brasileira na última década e a veia empreendedora da população, o setor da beleza vem deslanchando em Minas Gerais. As possibilidades de investimento são diversas, do MEI a uma pequena empresa, o brasileiro conta com o apoio de escolas de formação técnica, que crescem com oferta de qualificação profissional, de entidades como o Sebrae, que assessoram em todo o processo de planejamento, e com instituições que podem ajudar a empresa a crescer.

Em um ambiente de ascensão, o investimento em capacitação também ganha relevância. De cursos tradicionais oferecidos por instituições como o Senac a novidades como a Escola da L’oréal Professionnel, os investimentos para quem quer se qualificar podem ser de cursos gratuitos até os de capacitação que custam perto de R$ 5 mil.
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