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Estética/Administração

Talento e aptidão não são suficientes: é necessário saber administrar o negócio

Profissional da beleza deve buscar se qualificar e não tem como escapar das funções gerenciais, mesmo que seu foco principal seja lidar com a prática da atividade

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postado em 10/05/2015 06:09 / atualizado em 10/05/2015 07:51

Jorge Macedo - especial para o EM

Edésio Ferreira/EM/D.A Press

A habilidade para cortar e colorir os cabelos, lidar com os pincéis e as cores da maquiagem ou com serviços que envolvem o bem-estar é logo percebida por amigos e familiares que cercam futuros profissionais da beleza. Mas, para deixar o trabalho informal ou ter sucesso na expansão da empresa, não basta cuidar apenas do talento, é preciso ter foco também na atividade gerencial.

O investimento para montar um salão de beleza, clínica de estética, academia ou mesmo uma franquia varia conforme o leque de serviços oferecidos, a quantidade de pessoas a serem atendidas simultaneamente e o padrão de conforto das instalações.

No entanto, mesmo que o aporte inicial seja baixo, perto de R$ 5 mil, por exemplo, o profissional da beleza deve buscar se qualificar e não tem como escapar das funções gerenciais, mesmo que seu foco principal seja lidar com a prática da atividade. “Um dos pontos que nos preocupam nesse setor é que, muitas vezes, o profissional não se enxerga como negócio, e com isso não busca uma capacitação gerencial, atua de forma amadora. A partir do momento em que abre as portas para o mercado, independentemente do porte, o empreendedor deve ter noções de como gerir uma empresa”, explica Viviane Soares, analista do Sebrae.

Compreender como funciona o fluxo de caixa, capital de giro, precificar o produto, formas de pagamento possíveis para os clientes, além de desenvolver a parte de marketing e recursos humanos, são aspectos fundamentais para o empreendedor, tão relevantes quanto saber embelezar o cliente. “Costumo repetir uma frase que considero muito importante: o empreendedor que só trabalha no negócio não trabalha o negócio”, compara a especialista do Sebrae. Ela lembra que, como dono, o empresário, mesmo que contrate um profissional administrativo, precisa ter essas noções.

Aposta

Até 2010, Romilda Lima trabalhava em uma fábrica de biscoitos e nas horas vagas atendia clientes em casa, fazendo especialmente penteados e escovas. Depois de assistir a uma palestra sobre o microempreendedor individual (MEI) ela se encheu de coragem e decidiu dar uma guinada na vida profissional. Se registrou como cabeleireira MEI, deixou o emprego de carteira assinada e abriu o próprio negócio.

A princípio, seu salão funcionava em um pequeno ponto comercial na Região do Barreiro, onde Romilda investiu R$ 5 mil e trabalhava sozinha. Em cinco anos, o salto foi grande. Os clientes chegaram e Romilda se mudou para uma casa de médio porte e hoje ocupa uma casa grande. “Saí do MEI para o Simples. O investimento valeu a pena. Consigo ter um rendimento pelo menos cinco vezes maior do que quando trabalhava na fábrica”, compara.

Mas a vida de empreendedor não é tão fácil como pode parecer. A cabeleireira passou a trabalhar mais horas por dia, inclusive aos fins de semana, e férias são quase um luxo. Romilda, que tem plano de buscar uma linha de crédito para crescer o salão e atender noivas, sente falta de ter mais noções gerenciais, sobre aspectos, por exemplo, tributários. “Lidar com papéis e com funcionários é a parte mais difícil do negócio.” Para ela, o empresário deve buscar toda qualificação possível antes de abrir a empresa. “Depois que começa a trabalhar, o tempo fica muito apertado”, avalia.
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