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"Nada pode quebrar a vontade" dos EUA, diz Obama

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postado em 12/09/2011 06:28

AFP /Agence France-Presse

"Nada pode quebrar a vontade" dos americanos quando estão unidos, nem mesmo o terrorismo, afirmou neste domingo o presidente Barack Obama durante um discurso em ocasião do décimo aniversário dos atentados de 11 de setembro.

"Por décadas, os americanos visitarão os monumentos em memória daqueles que morreram no dia 11 de setembro. Eles deslizarão seus dedos sobre os locais onde os nomes daqueles que nós amamos estão gravados no mármore e na pedra, e se surpreenderão com as vidas que eles viveram", declarou Obama ao final de um dia em que visitou os três locais dos ataques de 2001, em Nova York, na Pensilvânia (leste) e em Washington.

"Diante das lápides (do cemitério militar nacional) de Arlington, nos cemitérios tranquilos e nos locais das pequenas cidades nos quatro cantos de nosso país, eles prestarão homenagens àqueles que morreram no Afeganistão e no Iraque. Eles verão os nomes dos desaparecidos nas pontes e nas estátuas, nos jardins e nas escolas", acrescentou o presidente.

"E eles saberão que nada pode quebrar a vontade dos Estados Unidos quando eles estão realmente unidos. Eles se lembrarão de que nós vencemos a escravidão e a Guerra da Secessão, as filas do pão e o fascismo, as recessões e as revoltas, o comunismo e, sim, o terrorismo", lançou Obama durante um "concerto pela esperança" no Kennedy Center de Washington.

"Eles se lembrarão do fato de que nós não somos perfeitos, mas que nossa democracia é sólida, e que a democracia, que reflete a imperfeição do homem, nos dá também a oportunidade de reforçar nossa união", ressaltou Obama. "É por isso que nós homenageamos nestes dias de memória nacional, esses aspectos da experiência americana que são duradouros, e (nossa) determinação em progredir como um só povo", disse, assegurando também que "estes dez últimos anos mostraram que os Estados Unidos não cedem ao medo".

Depois do 11 de Setembro, "muitas coisas mudaram para os americanos", reconheceu: "nós enfrentamos a guerra e a recessão, debates apaixonados e divisões no plano político". "Mas hoje, é importante nos lembrarmos do que não mudou. Nosso caráter nacional não mudou. Nossa fé, em Deus e nos outros, não mudou", assegurou Obama. "Nossa fé nos Estados Unidos, nascidos de um ideal atemporal segundo o qual os homens e as mulheres deveriam se governar por si mesmos, que todas as pessoas são criadas iguais, e merecem a mesma liberdade de determinar seu próprio destino, esta fé foi apenas reforçada pelos desafios", disse.

Neste domingo, Obama deslocou sucessivamente para Nova York, para uma cerimônia no local das torres gêmes do World Trade Center, para Shanksville na Pensilvânia, local onde caiu o voo 93 da United Airlines cujos ocupantes resistiram aos sequestradores, e para o Pentágono, próximo a Washington, que foi atingido por um dos quatro aviões tomados por homens da Al-Qaeda.

"Estes dez últimos anos contam uma história de superação. O Pentágono foi reconstruído e ficou repleto de patriotas trabalhando com o mesmo objetivo. Shanksville é o cenário da amizade entre os moradores desta cidade e as famílias daqueles que perderam entes queridos. Nova York continua sendo uma capital das artes e da indústria, da moda e do comércio", ressaltou Obama em um discurso de doze minutos que as pessoas presentes no Kennedy Center aplaudiram de pé.