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Governo não tem maioria na Câmara para aprovar reforma da Previdência

Mesmo com mudanças de última hora para conseguir apoio da base aliada na Câmara, placar dos contrários à reforma da Previdência continua maior

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postado em 20/04/2017 07:49 / atualizado em 20/04/2017 08:08

Estado de Minas

Brasília, 20 - Mesmo com regras mais brandas do que as propostas originalmente, o número de deputados contrários à reforma da Previdência ainda continua maior do que o de favoráveis. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo na Câmara dos Deputados mostra que o governo Michel Temer ainda enfrenta resistência dos parlamentares, incluindo os de partidos da base aliada.

A reportagem ouviu até o fechamento desta matéria 305 deputados, 60% do total. Apenas 50 afirmaram estar dispostos a aprovar a reforma da Previdência da forma como está. Outros 77 não quiseram declarar o voto e 27 se disseram indecisos. Dos 150 votos contrários, 46% foram dados por deputados que pertencem a partidos aliados.

São necessários 308 votos a favor para aprovação do projeto na Câmara, o equivalente a três quintos dos 513 deputados. A reforma da Previdência, principal aposta do governo para colocar a economia nos trilhos, só deve ir a votação no plenário da Câmara na terceira semana de maio, se aprovada na comissão especial. Para que as novas regras comecem a valer, a reforma da Previdência precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e em dois turnos no Senado.

Flexibilização


A reportagem começou a ouvir os deputados, nesta segunda rodada do Placar da Previdência, logo após o anúncio pelo relator da reforma, Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), da flexibilização em sete pontos do projeto enviado pelo governo.

As mudanças não pouparam sequer a "espinha dorsal" da proposta original, que era a idade mínima. Diante do risco de perder o apoio da bancada feminina, Temer deu aval para a redução da idade das mulheres para 62 anos; a dos homens permaneceu em 65 anos.

Em relação à proposta original, além da idade mínima, também houve suavização nas regras do período de transição (que deverá ser cumprido pelos trabalhadores que já estão na ativa), na forma como são calculados os benefícios, na proibição de acúmulo de benefícios, na aposentadoria rural, nas aposentadorias de professores e policiais e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas de baixa renda com deficiência.

A maioria dos deputados que ainda se opõem à proposta de reforma justifica que as flexibilizações apresentadas por Oliveira Maia são insuficientes para abrandar o texto da PEC.

Líder do Solidariedade, Áureo Lídio (RJ) integra a base aliada, mas tem resistência ao projeto. "A mudança na regra de transição já está me atendendo, mas a mudança na idade mínima ainda não me atendeu", alegou. "Temos de avançar e esperar uma melhor avaliação da sociedade", explicou o peemedebista Fábio Ramalho (MG), que não tem voto definido.

O governo não tem a garantia sobre a obtenção dos votos nem no primeiro "teste de fogo", a aprovação na comissão especial. O grupo formado por 36 deputados ainda está dividido: 14 afirmaram que vão votar a favor; 13 se declararam contrários; sete parlamentares não quiseram abrir o voto, e apenas um se disse ainda indeciso.

O início da votação do parecer comissão especial que avalia a proposta na Câmara foi adiado para 2 de maio, o que atrasa em uma semana o cronograma previsto pelo governo.

A primeira rodada do Placar da Previdência, antes do parecer do relator, apontou 276 votos contrários e 100 favoráveis, mesmo que parcialmente - 64 deputados não quiseram responder e 35 se declararam indecisos. A reportagem não conseguiu contato com 36 parlamentares.

O vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), demonstrou confiança na aprovação do texto na comissão e disse que a contabilidade dos aliados aponta número suficiente de votos favoráveis à reforma. "Temos 22 votos. E podemos ter substituições (entre os deputados), chegando a 25 (votos)", informou. (Com Agência Estado)
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claudio
claudio - 20 de Abril às 11:27
o presidente acidental que confessou ter recebido propina da odebrecht , via partido, logo apos ter recebido o marcelo odebrech no palacio do jaburu não tem envergadura moral para propor reforma alguma..estes polpiticos meretrizaram as instituições publicas do Brasil.o comportamento impróprio, desonesto e imoral do temer e seus ministros além de vários assessores igualmente desonestos está acabando com o Brasil..infeizmente aonda não temos pena de morte para políticos corruptos..seria boa hora para ficar livre de temer, dilma , lula, ideli salvati, jucá, serra, aécio e outros canalhas!!
 
JorgeLuiz
JorgeLuiz - 20 de Abril às 11:18
Esta "pseudo-reforma" da previdência tem que ser implodida! Como diz o cidadão Gerson, eles continuam preferindo retirar recursos dos mais pobres para privilegiar os altos salários e aposentadorias dos mais ricos. Essa história de que o país vai quebrar se não se fizer essa reforma na previdência não deve ser levada em conta, pois se isso acontecer será unicamente pelos altos salários; aposentadorias e mordomias do "andar de cima". O povo deve fincar pé e exigir que a reforma SÓ SEJA APROVADA SE TODOS OS PRIVILÉGIOS FOREM EXTINTOS, COM A PLENA IGUALDADE PREVIDENCIÁRIA...
 
Gerson
Gerson - 20 de Abril às 10:25
Em vez do governo federal implementar seus esforços na aprovação da PEC DO TETO onde cortaria os grandes salários e aposentarias a 33.000,00, o que significaria no corte anual de despesas superior a 70 bi, prefere passar a conta para os assalariados, mantendo os privilegiados com salários mensais acima de 50.000,00 como acontece com o próprio presidente que percebe aposentadoria superior a 60.000,00 e da maioria do judiciário e do legislativo que se encontram acima de 40.000,00. Assim como deixa dividas do INSS contraídas pelos bancos como o Bradesco que sozinho possui um débito de um bi.