CURIOSIDADES

Com 411 quartos e nenhum hóspede em duas décadas, hotel na Espanha chega a um novo capítulo que revela o destino de uma estrutura que nunca abriu as portas

Após duas décadas de disputas, estrutura de 20 andares à beira-mar será retirada para recuperar parque natural; obra removerá 60 mil toneladas

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A Junta de Andaluzia, órgão governamental da região da Andaluzia, no sul da Espanha, iniciou, em 30 de setembro de 2026, o processo de restabelecimento da legalidade territorial relativo ao hotel El Algarrobico, em Carboneras, na província de Almería. A medida abre caminho para a restauração do terreno e a demolição do edifício, embora nenhuma data para o início dos trabalhos tenha sido divulgada.

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Erguida no começo dos anos 2000 no parque natural de Cabo de Gata-Níjar, a estrutura conta com 20 andares e 411 quartos, mas nunca recebeu hóspedes. Entidades ambientalistas contestaram a construção em área litorânea protegida, onde normas limitam obras. Há vinte anos, uma ordem judicial paralisou o canteiro.



Disputa jurídica e anulação da licença

A empresa Azata del Sol utilizou uma licença da prefeitura como sustentação jurídica por duas décadas. Em fevereiro de 2026, o Tribunal Superior de Justiça da Andaluzia arquivou a ação urbanística devido ao envio de documentos incompletos ao Conselho Consultivo. No dia 7 de julho, o conselho municipal de Carboneras anulou a autorização.

A iniciativa da Junta dá seguimento a esse cancelamento. A conselheira de Habitação, Rocío Díaz, afirmou que a administração regional ativou o procedimento legal voltado a demolir o esqueleto de concreto e resgatar o espaço ambiental.

Custos e volume de entulho

Em 8 de outubro, representantes estatais e regionais acertaram avanços conjuntos com base em documento firmado em novembro de 2011. Pelo acerto, o ministério comanda a demolição, enquanto a Junta assume o recolhimento e o tratamento dos rejeitos. A comissão mista responsável pelo plano não realizava reuniões desde 23 de junho.

O custo estimado da intervenção é de 7,1 milhões de euros (cerca de R$ 43,4 milhões), o que equivale a aproximadamente 17,3 mil euros (R$ 105,7 mil) por acomodação. O desmonte provocará mais de 60 mil toneladas de entulho à beira-mar, montante comparável a seis torres Eiffel, cuja unidade pesa cerca de 10.100 toneladas.

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O planejamento não tem prazos determinados para começo ou conclusão. A Junta preside a comissão mista entre 7 de março de 2026 e 6 de março de 2027 para conduzir as diretrizes de recuperação da praia.


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