O governo de Portugal anunciou a vitória da alemã Lufthansa na disputa para adquirir 44,9% da TAP Air Portugal. A proposta financeira superou em 16% a oferta apresentada pelo grupo concorrente Air France-KLM.

A transação inicial alcançou € 1,201 bilhão (cerca de R$ 6,74 bilhões). O Estado português continuará mantendo o controle ao reter 50,1% das ações, enquanto a companhia alemã assumirá a gestão executiva e operacional da aérea.

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Uma parcela de 5% dos papéis ficará reservada preferencialmente aos trabalhadores da TAP. Caso esses profissionais abram mão de adquirir as ações, a fatia sob posse da Lufthansa poderá ser ampliada.

Avaliação de mercado e novos investimentos

A oferta aceita estabelece um valor total de € 2,552 bilhões (R$ 14,32 bilhões) para a transportadora portuguesa. Em 2023, a avaliação da empresa oscilava entre € 700 milhões e € 1,709 bilhão, caindo depois para € 350 milhões.

A proposta alemã adiciona € 500 milhões (R$ 2,796 bilhões) voltados à criação de uma nova escola de pilotos, centro de inovação e serviços corporativos. A integração insere a TAP no maior grupo europeu e quarto maior global do setor.

Na segunda etapa do acordo, prevista até 2028, Portugal poderá receber mais € 480 milhões (R$ 2,685 bilhões) ou permutar ações. Essa troca pode transformar o Estado português no segundo maior acionista da Lufthansa.

Conexões estratégicas e prazos regulatórios

Fundada em 1945, a TAP recebeu ajuda estatal na pandemia e registrou prejuízo de € 99 milhões no primeiro semestre, pressionada pelo combustível. A busca por um parceiro de grande porte visa garantir sua escala no longo prazo.

O mercado brasileiro é responsável por 30% das receitas da TAP, que opera 17 rotas em 15 cidades rumo a Lisboa e Porto. Em outra frente, a Lufthansa mantém voos diretos do Rio de Janeiro e de São Paulo para a Alemanha.

A companhia manterá sua marca, a sede portuguesa e as ligações com regiões autônomas. Carlos Oliveira, presidente do Conselho de Administração da TAP, declarou que o momento coroa uma trajetória exigente e de transformações.

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A Comissão Europeia analisará os termos do negócio em um intervalo entre 18 e 24 meses. Fontes indicam que a cogestão operacional deve iniciar ainda neste ano.


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