Pagar compras em viagens ao exterior usando a tecnologia do Pix é uma possibilidade para brasileiros em alguns países. No entanto, é importante esclarecer que não se trata do “Pix Internacional” oficial do Banco Central. A modalidade funciona por meio de fintechs e empresas parceiras que fazem a intermediação do pagamento, oferecendo uma alternativa que pode ser mais econômica em comparação ao cartão de crédito, principalmente pela diferença nas taxas de IOF e câmbio.

O verdadeiro Pix internacional, um projeto do Banco Central chamado Nexus, ainda está em desenvolvimento e prevê a integração de sistemas de pagamento instantâneo de mais de 60 países, mas não tem data de lançamento definida. As soluções atuais são, portanto, iniciativas privadas com alcance limitado.

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Como funcionam os pagamentos com Pix no exterior?

O serviço disponível atualmente, chamado popularmente de “Pix internacional”, não é uma funcionalidade oficial. Na prática, é um sistema de pagamento intermediado por fintechs brasileiras que utilizam a tecnologia do Pix para liquidar uma compra no exterior. Ao escanear um QR Code gerado pelo lojista, o valor é debitado em reais da conta do cliente no Brasil, e a empresa intermediária faz o repasse na moeda local ao estabelecimento estrangeiro.

Como fazer o pagamento: passo a passo

O processo é simples e muito parecido com um pagamento via Pix no Brasil. A operação é realizada diretamente no aplicativo do seu banco. Veja como funciona:

  1. No caixa, verifique se o estabelecimento aceita pagamentos via QR Code por meio de parceiros brasileiros do Pix.

  2. Solicite para pagar com esse método.

  3. Abra o aplicativo do seu banco no Brasil, escolha a opção “Pix” e, em seguida, “Ler QR Code”.

  4. Escaneie o código apresentado na maquininha ou tela do vendedor. A plataforma mostrará o valor final da compra em reais (R$), já com a conversão do câmbio e a inclusão de taxas.

  5. Confirme a transação com sua senha ou biometria para concluir o pagamento instantaneamente.

Quais as vantagens em relação ao cartão de crédito?

A principal economia vem da redução de impostos e de uma taxa de câmbio geralmente mais favorável. Entenda os benefícios:

  • IOF reduzido: A alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para essa transação é de 0,38%, a mesma aplicada em remessas internacionais. Em compras com cartão de crédito ou pré-pago, a taxa é de 4,38%.

  • Câmbio comercial: A conversão da moeda utiliza a cotação do câmbio comercial, que costuma ser mais vantajosa que o câmbio turismo aplicado pelas operadoras de cartão.

  • Previsibilidade: O valor em reais é travado no momento da compra, eliminando o risco de surpresas na fatura do cartão devido a variações cambiais.

Onde já é possível pagar com Pix no exterior?

A aceitação ainda é bastante restrita e depende de parcerias comerciais entre as fintechs brasileiras e os sistemas de pagamento locais. A Argentina e o Uruguai são os destinos com a maior rede de estabelecimentos habilitados, incluindo lojas, restaurantes e serviços turísticos.

Outros países como Chile, Paraguai, Estados Unidos, Portugal e França também possuem pontos comerciais que aceitam o método, mas de forma mais pontual e concentrada em áreas de grande fluxo de turistas brasileiros.

Limitações e cuidados a serem tomados

Apesar da praticidade, é fundamental estar ciente das limitações antes de contar apenas com essa forma de pagamento em uma viagem:

  • Disponibilidade restrita: O serviço não é amplamente aceito. Apenas estabelecimentos específicos que possuem parceria com as fintechs intermediárias oferecem a opção.

  • Tenha um plano B: Nunca viaje contando apenas com o Pix. Tenha sempre um cartão de crédito internacional habilitado como alternativa.

  • Verificação prévia: Antes de ir às compras, pergunte explicitamente se o local aceita pagamento via QR Code para brasileiros.

  • Taxas de serviço: Além do IOF e do câmbio, a fintech intermediária pode cobrar uma taxa de serviço. Verifique as condições no seu aplicativo.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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