Tudo parado

Nevasca na Europa causa caos no turismo com cancelamentos de voos

Com previsões de mais neve até semana que vem, países europeus podem enfrentar perdas de centenas de milhões de euros em aviação, hospedagem e varejo

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A Europa enfrenta uma das piores ondas de frio e neve dos últimos anos, com a Tempestade Goretti trazendo nevascas intensas para regiões ocidentais e centrais do continente. Desde o início de janeiro de 2026, o fenômeno climático tem paralisado viagens, afetando milhões de turistas e viajantes.

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Países como França, Países Baixos, Bélgica, Reino Unido e partes dos Bálcãs registram acumulações de neve de 5 a 30 cm em áreas baixas, com temperaturas caindo até 15°C abaixo da média. Essa situação não só disrupts roteiros de férias como gera prejuízos econômicos significativos para o setor turístico, que depende de mobilidade fluida durante o inverno europeu.


Os aeroportos são os mais afetados pela nevasca, com operações interrompidas por acumulação de gelo nas pistas e escassez de fluidos de degelo. No Aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, mais de 700 voos foram cancelados apenas nessa quarta-feira (7/1), somando cerca de 2 mil cancelamentos na semana. Companhias como KLM e Air France reportam reduções drásticas: a KLM cancelou 600 voos em um dia devido à falta de suprimentos para degelo, enquanto aeroportos parisienses como Charles de Gaulle e Orly operam com cortes de 40% e 25% nas decolagens, respectivamente.

Seis aeroportos no Norte e Oeste da França foram temporariamente fechados, deixando milhares de passageiros retidos – mais de 1.000 passaram a noite em Schiphol. Para turistas, isso significa atrasos em conexões para destinos como Alpes suíços ou cidades históricas, com impactos em pacotes de esqui e city breaks de inverno.

Transportes públicos: trens e ônibus paralisados

Condições meteorológicas severas também impactaram o Aeroporto de Amsterdã-Schiphol, um dos principais aeroportos da Europa
Condições meteorológicas severas também impactaram o Aeroporto de Amsterdã-Schiphol, um dos principais aeroportos da Europa MICHEL VAN BERGEN/AFP

O sistema de transportes terrestres também sofre com a neve e o gelo. Serviços de trem como o Eurostar, que conecta Londres a Paris e Bruxelas, enfrentam cancelamentos e atrasos generalizados. Nos Países Baixos, linhas ferroviárias foram suspensas, e na França, restrições a caminhões e ônibus paralisaram o tráfego em grandes regiões. Ônibus em Paris pararam completamente em alguns dias, afetando deslocamentos urbanos e intermunicipais. Para o turismo, isso complica viagens de trem panorâmicas, como rotas pelos Alpes ou conexões entre capitais europeias, forçando turistas a adiar visitas a atrações como a Torre Eiffel ou canais de Amsterdã. O setor hoteleiro relata cancelamentos de reservas, com perdas em hospedagem e guias turísticos.

Mobilidade: estradas bloqueadas e acidentes fatais

A mobilidade rodoviária está caótica, com rodovias congestionadas por neve e gelo, levando a acidentes graves. Pelo menos seis mortes foram registradas – cinco na França por colisões em estradas escorregadias e uma na Bósnia. Centenas de quilômetros de engarrafamentos foram reportados nos Países Baixos e na Alemanha, com veículos atolados e serviços de emergência sobrecarregados. Turistas que optam por aluguel de carros ou ônibus turísticos enfrentam riscos elevados, especialmente em áreas rurais ou montanhosas, onde o acesso a vilarejos de esqui ou vinhedos pode ser bloqueado. Isso afeta o ecoturismo invernal, com prejuízos para economias locais dependentes de visitantes estrangeiros.

Riscos para os viajantes 

A passagem da tempestade Goretti trouxe fortes nevascas para cidades como Paris
A passagem da tempestade Goretti trouxe fortes nevascas para cidades como Paris LUDOVIC MARIN/AFP

Viajar pela Europa durante essa nevasca envolve riscos significativos. Além de acidentes rodoviários, há perigos de hipotermia em esperas prolongadas ao ar livre, especialmente para idosos ou crianças. Ficar retido em aeroportos pode levar a exaustão e problemas de saúde, enquanto a falta de suprimentos afetam acesso a comida e remédios. Para minimizar esses riscos, os viajantes devem:

Monitorar atualizações em tempo real: Consulte apps de companhias aéreas, sites como Eurocontrol ou portais meteorológicos antes de sair. Evite viagens não essenciais durante picos de neve.
Planejar com flexibilidade: Compre seguros de viagem que cubram cancelamentos por clima. Tenha reservas alternativas de hospedagem e transporte.
Preparar-se para o frio: Use roupas térmicas, botas antiderrapantes e carregue kits de emergência com água, lanches e carregadores portáteis.
Priorizar segurança: Evite dirigir em condições ruins; opte por transportes públicos quando disponíveis. Em caso de de ficar retido, contate embaixadas ou serviços de emergência locais.
Verificar restrições locais: Países como França impõem proibições a veículos pesados, o que pode afetar tours organizados.

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Com previsões de mais neve até meados da semana, o turismo europeu pode enfrentar perdas de centenas de milhões de euros em aviação, hospedagem e varejo. Especialistas recomendam adiar viagens não urgentes, mas para quem já está na região, paciência e precaução são chave para uma experiência segura.

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