Tecnologia

O impacto das redes sociais e telas no desenvolvimento da criança

O uso excessivo de celulares e tablets é um desafio moderno; entenda os riscos e os benefícios da tecnologia para o cérebro e o comportamento infantil

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O uso de celulares e tablets por crianças tornou-se um dos maiores dilemas para as famílias atualmente. A onipresença das telas levanta um debate crucial sobre como a tecnologia impacta o cérebro e o comportamento infantil, gerando preocupação em pais e educadores sobre os limites entre o entretenimento e o prejuízo ao desenvolvimento.

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A exposição excessiva e sem supervisão a dispositivos eletrônicos pode interferir diretamente na formação de habilidades essenciais. Segundo pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal de 2026, 78% das crianças de 0 a 3 anos estão expostas diariamente a dispositivos digitais, um dado que acende um alerta. Durante a primeira infância, o cérebro está em pleno desenvolvimento, e a interação com o mundo real é fundamental para criar conexões neurais ligadas à linguagem, à empatia e à resolução de problemas.

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O fluxo constante de estímulos rápidos e recompensas imediatas de vídeos curtos e jogos pode dificultar a capacidade da criança de se concentrar em atividades que exigem mais paciência, fenômeno culturalmente apelidado de "Brain Rot" (termo que ganhou destaque em 2024 segundo o dicionário Oxford). Isso pode refletir em um menor interesse por leitura, brincadeiras criativas e até mesmo em dificuldades de aprendizado no ambiente escolar.

Além das questões cognitivas, o isolamento social é outro ponto de atenção. Quando a criança substitui o contato humano pela interação digital — e dados indicam que um terço das crianças de até 5 anos passam mais de duas horas por dia em frente às telas —, ela perde oportunidades valiosas de aprender a interpretar expressões faciais, negociar com amigos e desenvolver a inteligência emocional, habilidades cruciais para a vida em sociedade.

Outro risco significativo está relacionado à saúde física. A luz azul emitida pelas telas, por exemplo, interfere na produção de melatonina, o hormônio do sono, podendo causar insônia e prejudicar a qualidade do descanso noturno, essencial para a consolidação da memória e do aprendizado.

Quando a tecnologia pode ser benéfica

Apesar dos riscos, demonizar a tecnologia não é o caminho. Quando utilizada de forma equilibrada e com conteúdo de qualidade, ela pode ser uma ferramenta poderosa para o aprendizado. Aplicativos educativos, jogos que estimulam o raciocínio lógico e vídeos que ensinam sobre ciência ou história são exemplos de como as telas podem agregar valor.

O segredo está na mediação e no propósito do uso. A tecnologia se torna uma aliada quando os pais participam, transformando o tempo de tela em uma atividade conjunta. Assistir a um documentário e conversar sobre o tema depois, por exemplo, fortalece os laços familiares e o senso crítico da criança.

Para pais que buscam um equilíbrio saudável, algumas estratégias podem ajudar a gerenciar a relação dos filhos com os dispositivos eletrônicos:

  • Estabeleça limites de tempo: seguindo as diretrizes de órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), defina regras claras sobre quanto tempo e em quais momentos do dia o uso de telas é permitido para cada faixa etária.

  • Priorize conteúdo de qualidade: escolha aplicativos, jogos e canais que sejam educativos e apropriados para a idade da criança.

  • Crie zonas livres de tecnologia: determine que em locais como a mesa de jantar ou o quarto não se pode usar celulares e tablets.

  • Estimule atividades offline: incentive brincadeiras ao ar livre, esportes, leitura de livros e outras atividades que não envolvam telas.

  • Seja o exemplo: as crianças aprendem observando os adultos. Controle seu próprio tempo de uso de celular para dar o exemplo.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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