Refugiados em Minas: como o estado acolhe vítimas de guerra e conflitos
Conheça a política estadual e as organizações que oferecem apoio e a jornada de quem busca recomeçar a vida em cidades mineiras.
compartilhe
SIGA
Minas Gerais tem se consolidado como um importante destino para pessoas que buscam refúgio no Brasil, sendo o terceiro estado do Sudeste que mais acolhe essa população. Vítimas de conflitos e perseguições de países como Venezuela, Afeganistão, Síria e Ucrânia encontram em território mineiro a chance de reconstruir suas vidas. Esse movimento é fortalecido por um marco legal recente, a Lei 24.619/2023, que instituiu a Política Estadual para migrantes, refugiados e apátridas, buscando estruturar e ampliar a rede de proteção.
A chegada a um novo país, no entanto, é marcada por desafios imensos. A barreira do idioma, a saudade da terra natal e a adaptação a uma nova cultura são obstáculos imediatos. Para muitos, a jornada começa com a busca por documentação, moradia e um emprego que garanta o sustento.
Leia Mais
Deputados discutem o combate à migração desenfreada em Minas
Rede de apoio: conheça projetos em BH que acolhem mulheres vítimas de violência
Uma rede de apoio estruturada
Em cidades como Belo Horizonte, Contagem e Juiz de Fora, uma rede de acolhimento robusta trabalha para facilitar essa transição. Ela é formada por organizações da sociedade civil, como o Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR) e a Cáritas Brasileira, agências da ONU, como o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) e a OIM (Organização Internacional para as Migrações), e órgãos governamentais coordenados pelo Comitê Estadual de Atenção ao Migrante, Refugiado e Apátrida (COMITRATE-MG).
Onde encontrar ajuda em Minas Gerais
A rede de apoio aos refugiados no estado atua em diversas frentes para garantir um acolhimento digno e eficaz. Conheça os principais suportes e quem procurar:
Apoio jurídico e documentação: Orientação gratuita para solicitar refúgio e regularizar documentos é oferecida por entidades como o Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR) e a Defensoria Pública da União (DPU).
Cursos de português: Aulas do idioma são cruciais para a integração. Universidades como a UFMG, através de seus programas de extensão, e diversas ONGs oferecem cursos gratuitos.
Capacitação profissional: A OIM e parceiros locais promovem programas de qualificação e feiras de emprego para conectar refugiados a oportunidades no mercado de trabalho.
Acolhimento e moradia: A Cáritas Brasileira e organizações parceiras do ACNUR oferecem suporte para encontrar abrigos temporários e auxílio na busca por moradia segura.
Atendimento psicossocial: O cuidado especializado com a saúde mental, para ajudar a lidar com traumas de guerra e do deslocamento, é parte do atendimento integrado oferecido nas principais instituições de acolhimento.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.