iPhone dobrável: como a Apple transforma tecnologia em artigo de luxo
Com preço estimado acima de R$ 17 mil, novo aparelho da marca reforça estratégia de desejo e exclusividade; entenda o movimento da companhia
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A Apple anunciou nessa quarta-feira (9/9) os principais lançamentos do ano. A apresentação marca a estreia de John Ternus no comando da companhia, com a expectativa de apresentar o primeiro iPhone dobrável da marca.
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O novo aparelho pode representar uma mudança na forma como a Apple trabalha o desejo e a exclusividade. Estimativas apontam que o celular chegará ao mercado com preço superior a US$ 2 mil. No Brasil, embora sem valor oficial, o modelo pode custar ultrapassar os R$ 30 mil, aproximando-o do mercado de luxo.
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Para Tamara Lorenzoni, estrategista de marcas de luxo e fundadora da Lorenzoni & Co., o movimento mostra que o conceito de luxo não está mais restrito a segmentos tradicionais. "A Apple entende muito bem que luxo não é apenas sobre ter acesso à tecnologia mais avançada, mas sobre transformar essa tecnologia em desejo", afirma.
Segundo a especialista, um produto com preço superior e uma proposta inovadora para o consumidor passa a ocupar um território simbólico de exclusividade.
Entrada tardia como estratégia
A Apple chega ao mercado de dobráveis depois de concorrentes como Samsung, Google e Huawei. Analistas acreditam que essa entrada tardia pode permitir à empresa apresentar uma solução mais refinada, especialmente em aspectos como dobradiça, durabilidade e a marca de dobra na tela.
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Tamara Lorenzoni explica que, no mercado de luxo, a força de uma marca está em ser percebida como aquela que estabelece um novo padrão, não necessariamente a primeira a lançar uma categoria. "A questão para a Apple não é simplesmente lançar um celular que dobra. É fazer com que o consumidor enxergue valor em pagar muito mais por uma experiência que precisa parecer realmente extraordinária."