O compartilhamento excessivo da rotina de crianças nas redes sociais, prática conhecida como 'sharenting', tem gerado alertas de especialistas sobre os riscos à privacidade e segurança dos menores. O termo, que une as palavras em inglês 'share' (compartilhar) e 'parenting' (paternidade), descreve um hábito cada vez mais comum entre pais influenciadores e usuários comuns das redes sociais.

Embora compartilhar momentos felizes pareça inofensivo, a prática envolve riscos que vão do constrangimento futuro à segurança física. Cada foto, vídeo ou informação postada cria uma pegada digital permanente para a criança, que pode ser acessada por qualquer pessoa e usada de formas inesperadas no futuro, inclusive em processos seletivos de emprego ou faculdade.

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O perigo mais imediato, no entanto, está na exposição de dados que podem ser usados por pessoas mal-intencionadas. Informações como a escola onde a criança estuda, os locais que frequenta, a placa do carro da família ou mesmo a rotina diária podem ser extraídas de imagens e textos aparentemente inocentes, facilitando a ação de criminosos.

Além da segurança, há a questão do direito à privacidade da criança. Ao crescer, ela pode não se sentir confortável com a exposição de sua infância para um público desconhecido. A construção da própria identidade fica comprometida quando uma imagem já foi pré-estabelecida pelos pais na internet, sem qualquer consentimento.

Como proteger os filhos na internet?

A solução não é proibir totalmente as publicações, mas adotar uma abordagem mais consciente e segura. Pequenas mudanças de hábito podem fazer uma grande diferença na proteção da privacidade e da segurança dos menores no ambiente digital.

  • Ajuste a privacidade: configure suas redes sociais para que apenas um círculo restrito de amigos e familiares possa ver as publicações. Evite perfis públicos, especialmente se o conteúdo principal for sobre os filhos.

  • Oculte informações de identificação: nunca poste fotos que mostrem o uniforme da escola, a fachada de casa, placas de carro ou qualquer outro dado que permita localizar a criança. Desative a função de geolocalização das fotos.

  • Pense no futuro: antes de publicar, pergunte-se se aquela imagem ou história poderia envergonhar seu filho daqui a alguns anos. A foto de banho ou da birra, que parece engraçada hoje, pode se tornar fonte de bullying.

  • Converse com a criança: à medida que crescem, inclua os filhos na decisão de postar ou não uma foto. Isso ensina sobre consentimento e os ajuda a entender a importância da privacidade online.

  • Evite expor a rotina: não anuncie planos de viagem com antecedência nem compartilhe em tempo real todos os passos da família. Essas informações podem indicar quando a casa está vazia ou onde a família pode ser encontrada.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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