Criança e telas: qual o tempo de exposição ideal para cada faixa etária
Pediatras e psicólogos explicam os riscos do uso excessivo e dão dicas práticas para os pais controlarem o tempo de celular, tablet e TV dos filhos
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Saber a dose certa de telas para crianças é um dos maiores desafios para as famílias. Celulares, tablets e televisões estão por toda parte, mas o uso sem controle pode trazer consequências sérias. Para orientar os pais, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em sua atualização de 2024, e outras organizações de saúde globais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), estabelecem diretrizes claras, que variam conforme a idade para proteger o desenvolvimento infantil.
O equilíbrio é a chave para evitar que a tecnologia, que oferece tantos benefícios, se transforme em um problema. O tempo de exposição inadequado pode impactar desde o sono até a capacidade de socialização dos pequenos, tornando o debate sobre limites ainda mais urgente.
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Quais os riscos do uso excessivo?
A exposição prolongada a telas está ligada a diversos problemas. A luz azul emitida pelos aparelhos, por exemplo, pode suprimir a produção de melatonina, o hormônio do sono, resultando em noites mal dormidas e irritabilidade durante o dia.
Do ponto de vista cognitivo, a superexposição pode atrasar o desenvolvimento da linguagem e prejudicar a capacidade de concentração. Crianças que passam muito tempo em frente a telas tendem a interagir menos com outras pessoas, o que afeta suas habilidades sociais. Além disso, o comportamento sedentário associado ao uso de eletrônicos contribui para o aumento dos índices de obesidade infantil.
Tempo de tela recomendado para cada idade
As recomendações ajudam a criar uma rotina digital saudável. A SBP sugere um guia prático para que os pais possam se basear na hora de definir as regras em casa. A supervisão do conteúdo acessado é fundamental em todas as fases.
Menores de 2 anos: o ideal é evitar completamente a exposição a telas. Caso seja inevitável, como em videochamadas com familiares, o tempo deve ser mínimo e sempre com a mediação ativa de um adulto.
De 2 a 5 anos: o limite é de uma hora por dia, com conteúdo de alta qualidade e acompanhamento dos pais para ajudar a criança a entender o que está assistindo.
De 6 a 10 anos: o tempo pode ser de uma a duas horas diárias, sempre com supervisão e priorizando atividades educacionais ou interativas que estimulem o raciocínio.
De 11 a 18 anos: a recomendação é de duas a três horas por dia. É importante manter um diálogo aberto sobre os perigos online e evitar que o uso de telas substitua o sono e as atividades físicas.
Além dos limites diários, a SBP reforça a importância de desconectar de uma a duas horas antes de dormir. Essa recomendação é válida para todas as faixas etárias e visa garantir a qualidade do sono, essencial para o desenvolvimento físico e mental.
Como colocar os limites em prática?
Estabelecer regras claras é o primeiro passo para uma relação saudável com a tecnologia. A consistência é fundamental para que as crianças entendam e respeitem os combinados.
Seja o exemplo: os pais devem controlar o próprio tempo de uso de celulares, pois as crianças aprendem observando os adultos.
Crie zonas sem telas: determine locais da casa, como o quarto e a mesa de jantar, onde o uso de eletrônicos não é permitido para ninguém.
Estabeleça horários: defina momentos específicos do dia para o uso de telas e desligue os aparelhos pelo menos uma hora antes de dormir.
Monitore o conteúdo: utilize aplicativos de controle parental para filtrar o que seus filhos acessam e acompanhar o tempo de uso.
Ofereça alternativas: incentive atividades como leitura, jogos de tabuleiro, esportes e brincadeiras ao ar livre para que as telas não sejam a única opção de lazer.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.