A Pesquisa Game Brasil apresentou, nesta quinta-feira (1º/5), durante a gamescom latam 2026, em São Paulo, o estudo PGB Latam 2026, que analisa hábitos, perfil e consumo de jogos digitais na América Latina. O levantamento ouviu 7.202 pessoas de Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru e mostra como os games fazem parte da rotina da região. 

Em entrevista exclusiva ao podcast Glitch Clube, do Estado de Minas, apresentado pelo jornalista Leo Lima, os responsáveis pela pesquisa explicaram que o objetivo é ampliar a leitura do mercado além do Brasil. “A gente está sempre com o desafio de observar esse comportamento de consumo olhando a ótica do consumidor”, afirmou o CEO da GoGamers, Carlos Silva.

Um dos principais destaques do estudo é o alcance dos jogos na região. Segundo os dados, 72% da população latino-americana tem o hábito de jogar. “Isso mostra que não é um consumo de nicho. Está presente no dia a dia das pessoas”, disse o pesquisador Mauro Berimbau.

O levantamento também aponta que a geração Z já representa quase metade dos jogadores, com 47,5%, consolidando uma tendência observada nos últimos anos. Ao mesmo tempo, o estudo reforça que o público é diverso e não se limita aos jovens. “Tem pessoas de 30, 40, 50 anos consumindo games. Isso já faz parte da cultura”, completou Berimbau. 

No uso de plataformas, o celular segue como principal meio de acesso, mas PC e consoles cresceram em 2026. A preferência por consoles chegou a 19,5%, enquanto o PC atingiu 17,5%. “Existe um volume enorme no mobile, mas também vemos espaço para outras plataformas crescerem”, explicou o pesquisador.

Outro ponto relevante é o comportamento de compra. A pesquisa mostra que os jogadores estão mais cautelosos e esperam promoções. “25,8% compram menos no lançamento e preferem aguardar descontos”, disse Carlos Silva. Apenas 17,5% adquirem jogos no lançamento, geralmente quando há benefícios adicionais.

A inteligência artificial aparece como tema de atenção. Parte dos jogadores demonstra preocupação com impactos no mercado de trabalho e na qualidade dos jogos. Ainda assim, há abertura para consumo. “Não é um sim ou não. Depende de como a IA é usada”, explicou Berimbau. Segundo ele, 25,7% comprariam jogos feitos com IA e 48,8% considerariam a possibilidade.

Durante a entrevista, os porta-vozes também destacaram o papel cultural dos games e sua influência em outros setores. “Como agente cultural, os jogos impactam diversas áreas, inclusive turismo e entretenimento”, afirmou Silva.

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Como conclusão, os representantes da pesquisa reforçam que o mercado latino-americano já está consolidado e deve ganhar mais atenção da indústria global. “A América Latina já consome, já tem interesse. O próximo passo é ter mais produtos direcionados para esse público”, finalizou Mauro.

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