O novo Call of Duty: Black Ops 7 foi lançado no dia 13 de novembro 13/11 para Xbox Series, PlayStation 5 e PC, trazendo novidades que renovam a experiência da consagrada franquia de FPS. A reportagem do podcast Glitch Clube, do Estado de Minas, teve acesso ao jogo e avaliou o título, que mantém a estrutura tradicional da franquia, com ajustes pontuais na jogabilidade, nos gráficos e nos modos disponíveis.

Sou jogador assíduo da série desde os tempos de Call of Duty 3, no PlayStation 2, e especialmente após o lançamento de Warzone em 2020. Nos últimos anos, a franquia pouco inovou, acumulando sinais de repetição e desgaste. Em 2025, essa sensação ficou ainda mais evidente, e para parte da comunidade, Black Ops 7 acabou perdendo a disputa entre os FPS para Battlefield 6, que apresentou propostas mais ambiciosas.

Jogabilidade mais rápida e sistema de parkour

A nova mecânica se destaca pela leveza e rapidez. Diferente de outros FPS recentes, como Battlefield 6, que aposta em uma experiência mais cadenciada e tática, Black Ops 7 segue um caminho oposto, priorizando combates rápidos e movimentação constante. Já o Black Ops 7 se destaca pela movimentação ágil, favorecendo jogadores de reflexo rápido.

Uma das novidades é o parkour. Agora é possível escalar e saltar entre prédios com facilidade, ampliando as possibilidades de combate.

Novo Multiplayer

Confrontos intensos em ambientes urbanos destacam a movimentação rápida e o parkour, reforçando o ritmo acelerado do multiplayer.

Activision/divulgação

O modo multiplayer mantém sua essência frenética e apresenta mapas variados, entre eles uma estação de metrô, uma rua japonesa e o clássico Hijacked, conhecido por fãs de longa data, especialmente os jogadores das versões mobile. Também o mapa mais famoso de BO permanece, agora com Nuketown em uma versão remasterizada.

Zombies e campanha reestruturada

Modo Zombies mantém o caos característico, com hordas incessantes e ação exagerada em cenários fechados e cheios de efeitos.

Activision/divulgação

O tradicional modo Zombies continua sendo um dos pontos altos da série. A versão atual se passa em uma fazenda e preserva o clima caótico e divertido. Mesmo jogando com participantes aleatórios, a experiência se mostrou altamente envolvente.

A maior surpresa vem da campanha, agora com modo cooperativo, chefões, trechos stealth e referências claras a mecânicas de Warzone, como placas de armadura e movimentação similar. A história prende o jogador desde o início. O modo também traz participação de Michael Rooker, intérprete de Merle Dixon em The Walking Dead.

Desempenho sólido, mas com crítica ao áudio

Campanha aposta em narrativa mais cinematográfica, missões cooperativas e foco maior nos personagens.

Activision/divulgação

Graficamente, o jogo apresentou ótimo desempenho, sem quedas de FPS ou travamentos nos testes realizados. A crítica fica para o áudio. Passos de inimigos continuam baixos, problema que não existia no primeiro Warzone, que tinha um som límpido.

Apesar das melhorias presentes no jogo base, Warzone segue sem integração total ao Black Ops 7, mantendo características do BO6, algo que pode frustrar jogadores que esperavam uma atualização mais profunda.

Preço é obstáculo no Brasil

Com valor base de R$ 350, o jogo, que é lançado todo ano, segue a tendência de preços altos no mercado brasileiro. Para não apertar no bolso, alguns jogadores podem optar por guardar o dinheiro e esperar um novo jogo do gênero, ou algo totalmente novo no mercado.

Ainda assim, para quem pode investir, Black Ops 7 entrega uma experiência dinâmica, divertida e tecnicamente refinada.

Pontos positivos

• Jogabilidade rápida, fluida e responsiva, com movimentação ágil
• Sistema de parkour que amplia a verticalidade e as possibilidades de combate
• Participação de Michael Rooker, com bom nível de realismo e dublagem convincente
• Multiplayer variado, com mapas novos e clássicos remasterizados
• Modo Zombies consistente, caótico e divertido
• Desempenho técnico sólido, com gráficos aprimorados e estabilidade nos testes

Pontos negativos

• Áudio ainda falho, especialmente na percepção de passos de inimigos
• Integração limitada com Warzone, que mantém características do BO6
• Preço elevado no mercado brasileiro, considerando o lançamento anual da franquia

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Veredicto

Call of Duty: Black Ops 7 apresenta melhorias técnicas claras em relação ao jogo anterior, especialmente nos gráficos e no áudio, mas pouco avança em termos de inovação. A jogabilidade eficiente e os modos tradicionais funcionam bem, porém seguem a mesma fórmula já conhecida da franquia. O resultado é um título competente, mas previsível, que dificilmente surpreende quem acompanha a série há anos.

Nota: 7

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