Após a descoberta de um nódulo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, passou por uma radioablação de tireoide guiada por ultrassonografia no início de agosto de 2025. O procedimento foi realizado no Hospital Israelita Albert Einstein, e o nódulo havia sido identificado cerca de 20 dias antes, durante exames de rotina, seguido de biópsia.
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Como o resultado confirmou que a alteração era benigna, os médicos optaram pela ablação, um procedimento que consegue destruir o nódulo sem cortes ou cirurgia. Trata-se de uma técnica minimamente invasiva, com rápida recuperação, que permitiu que Tarcísio recebesse alta no mesmo dia.
A radioablação da tireoide consiste na introdução de uma agulha fina na glândula, guiada em tempo real por ultrassom. A ponta da agulha emite ondas de radiofrequência que aquece e destroem o nódulo, preservando o restante da tireoide.
O procedimento é realizado com sedação, não tem cortes e não deixa cicatrizes
Segundo o ultrassonografista intervencionista e especialista em biópsias e procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem, Bruno Farnese, na maioria dos casos, os nódulos de tireoide não provocam sintomas. “Em algumas situações, podem causar desconforto no pescoço, dificuldade para engolir alguns alimentos e incômodo estético quando há um crescimento exagerado no chamado bócio”, diz.
“Quando se manifestam, podem causar desde tosse persistente, sensação de aperto no pescoço, falta de ar e até mesmo a dificuldade para engolir. Ao perceber qualquer um desses sinais, é fundamental procurar um especialista para avaliação”, alerta o médico.
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Quando a ablação é indicada?
Segundo Bruno, a ablação é recomendada para nódulos benignos que causam desconforto estético ou sintomas compressivos. Em alguns casos selecionados, determinados tipos de câncer de tireoide, quando diagnosticados precocemente, também podem ser tratados com a técnica, evitando cirurgias mais extensas.
“É um procedimento de curta duração, sem cortes e não deixa cicatrizes, realizado com sedação para conforto (dormindo). O paciente tem alta no mesmo dia e pode retomar suas atividades habituais em 1 a 3 dias”, comenta.
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“Além disso, como a glândula não é retirada, não há necessidade de reposição hormonal, como normalmente ocorre após a cirurgia de retirada da tireoide”, completa o especialista.
