NEGLIGÊNCIA

Segundo a OMS, 2,5 bilhões de pessoas no mundo têm cárie

Dados da OMS apontam a cárie como a doença não transmissível mais comum do globo; no Brasil, 41% das crianças de cinco anos sofrem com o problema

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A cárie dentária não é apenas um desconforto passageiro, mas a doença não transmissível mais prevalente do planeta, afetando cerca de 2,5 bilhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o cenário é alarmante desde a primeira infância: dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil) revelam que 41,2% das crianças com cinco anos de possuem ao menos um dente com cárie não tratada.

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O impacto se estende à adolescência, atingindo quase 44% dos jovens entre 15 e 19 anos. Para o dentista Cristiano Demartini, CEO da OdontoTop, os números refletem uma barreira cultural que precisa ser rompida.

“Muitos pacientes ainda enxergam o consultório como um pronto-socorro, e não como um local de prevenção. A cárie é evitável, mas a falta de rotina de cuidados básicos transforma um problema simples em um gargalo de saúde pública”, diz o especialista.

O ciclo da doença e o impacto sistêmico

A cárie se desenvolve a partir da placa bacteriana, que transforma açúcares em ácidos, corroendo o esmalte dentário. Se não tratada, evolui para dores agudas, infecções e a perda total do dente. Contudo, Cristiano ressalta que o prejuízo vai muito além da boca.

“Estamos falando de uma doença que compromete a nutrição, a fala e, principalmente, a autoestima e o rendimento escolar. Uma criança com dor ou vergonha de sorrir tem seu desenvolvimento pleno prejudicado. A saúde bucal é o alicerce para a saúde geral e para a dignidade do indivíduo”, explica o CEO.

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Como reverter o cenário?

A OMS aponta que quase metade da população mundial convive com alguma doença bucal, muitas vezes por falta de acesso ou de informação. Para combater esse índice, Cristiano elenca quatro pilares fundamentais:

  • Higiene rigorosa, com escovação após as refeições e uso diário do fio dental
  • Dieta equilibrada, com redução do consumo frequente de açúcares e bebidas ultraprocessadas
  • Prevenção ativa, com visitas regulares ao dentista para limpezas e detecção precoce
  • Educação infantil, estabelecendo hábitos saudáveis desde o nascimento dos primeiros dentes

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