BBB: Henri Castelli e debate sobre primeiros socorros e remédio intranasal
Modo como os participantes do reality tentaram socorrer o ator durante crise convulsiva foi considerado incorreto por especialistas
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O ator Henri Castelli sofreu uma convulsão nesta terça-feira (13/1), durante a prova do líder do BBB. Ele foi atendido por uma equipe médica e, segundo a TV Globo, passa bem. Entretanto, o modo como os outros participantes reagiram, ao tentarem segurar a língua do ator, foi considerado incorreto por médicos e especialistas.
“É um momento delicado, não se deve tentar mobilizar a pessoa ou forçar que ela abra a boca. Pode causar lesões sérias ou sufocamento”, diz a brasileira especialista em medicina canábica à frente da biofarmacêutica canadense Thronus Medical, Mariana Maciel.
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Durante episódios como este, é impossível que o próprio paciente administre sozinho o medicamento. Além disso, nestes casos, a rapidez na absorção de um princípio ativo é ainda mais importante, já que cada segundo a menos de crise pode amenizar possíveis sequelas neurológicas dos pacientes.
Criadora da tecnologia Power Nano, que aumenta a absorção e, portanto, a eficiência dos princípios ativos derivados da folha de cannabis, a especialista explica que formatos considerados “de resgate”, como o intranasal, são os mais adequados para a aplicação.
“O intranasal facilita também a aplicação por uma segunda pessoa, que não precisará abrir a boca do paciente para que o medicamento seja colocado embaixo de sua língua”, conta. “A mucosa nasal possui uma alta capacidade de absorção, e, no caso, a ação do princípio ativo é imediata, o que potencializa seus efeitos, que podem durar até seis horas”, completa.
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Além da epilepsia, a cannabis medicinal é cada vez mais popular no tratamento de pessoas portadoras de doenças como Alzheimer, Parkinson e dor crônica.
Medicamentos administrados oralmente, como óleos e não-óleos, geralmente seguem uma certa preparação, como a ingestão após refeições, por exemplo. O intranasal, então, é mais rápido e funcional. “Lembrando que, quanto menos tempo durar a crise, mais estamos protegendo o sistema nervoso dessa pessoa”, reforça.