Convulsão de Henri Castelli no BBB: saiba a diferença para epilepsia
O episódio com o ator no reality show acende um alerta: saiba diferenciar uma crise convulsiva isolada da condição neurológica chamada epilepsia
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A convulsão sofrida pelo ator Henri Castelli, de 47 anos, durante uma prova no "Big Brother Brasil 26", na manhã desta quarta-feira (14/1), trouxe dúvidas sobre o que pode ter causado o episódio e se seria o caso de uma crise de epilepsia. Segundo a equipe que está responsável pelas redes sociais de Henri, o ator está bem e se encontra em observação.
O incidente, que chamou a atenção do público e dos outros participantes, serve como um ponto de partida para esclarecer os dois conceitos, que, embora relacionados, não significam a mesma coisa.
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O que é uma crise convulsiva?
Uma convulsão é um evento agudo e temporário, resultado de uma atividade elétrica anormal e excessiva no cérebro. Pense nela como um "curto-circuito" cerebral que pode se manifestar de várias formas, incluindo tremores, perda de consciência, movimentos involuntários e alterações sensoriais.
É crucial entender que uma convulsão é um sintoma, não uma doença em si. Diversos fatores podem provocar uma crise isolada em uma pessoa que não tem epilepsia, como:
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Febre alta (especialmente em crianças)
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Falta de oxigenação no cérebro
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Intoxicação
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Hemorragia
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Falta de sono
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Estresse agudo
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Pancadas fortes na cabeça
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Efeitos colaterais de medicamentos
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Doenças como epilepsia, tétano, meningite e tumores cerebrais
Convulsão não é o mesmo que epilepsia
A principal diferença entre os dois termos está na repetição. A epilepsia é uma doença neurológica crônica caracterizada pela predisposição do cérebro para gerar convulsões de forma recorrente. Ou seja, a pessoa com epilepsia tem crises que ocorrem sem um gatilho imediato e identificável.
O diagnóstico de epilepsia geralmente é considerado por um médico quando um indivíduo tem duas ou mais convulsões não provocadas, com um intervalo superior a 24 horas entre elas. Portanto, ter uma única convulsão ao longo da vida não significa, necessariamente, que a pessoa tenha epilepsia.
Para simplificar, uma convulsão é o sintoma mais comum da epilepsia, mas os pacientes também podem experimentar:
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Perda de consciência
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Espasmos musculares
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Sensação de formigamento
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Tontura
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Náusea
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Quedas
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Contrações físicas
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Alterações visuais, auditivas ou de memória
A epilepsia é a condição que faz com que esses eventos aconteçam repetidamente.
Uma pessoa com epilepsia tem convulsões, mas nem toda pessoa que tem uma convulsão tem epilepsia. Além desses sintomas, a pessoa pode simplesmente ficar com os olhos fixos e não conseguir se comunicar, em outras, não consegue controlar alguns movimentos do corpo e, em alguns casos, acaba perdendo a consciência e desmaiando.
O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame de sangue, urina, exames de eletroencefalografia, que permitem ver as ondas cerebrais, e exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética.
Como agir durante uma convulsão?
De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), agência de saúde americana, uma em cada dez pessoas pode experimentar uma convulsão durante sua vida.
Se você presenciar alguém tendo uma crise, manter a calma e chamar a emergência é o primeiro passo. Enquanto aguarda, proteja o paciente para evitar possíveis lesões durante os minutos dos espasmos, afastando objetos cortantes ou que possam machucá-lo.
Proteja também a cabeça da pessoa com algo macio, como um casaco ou uma almofada, e vire-a de lado para facilitar a respiração. Além disso, não tente conter à força os espamos, deixe o indivíduo debater-se. Se ocorrer salivação excessiva, vire delicadamente a cabeça para o lado para evitar que sufoque com a própria saliva.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.