Em meio à marcha do Dia Internacional de Luta das Mulheres em Belo Horizonte (MG), manifestantes queimaram um boneco que representava o presidente norte-americano Donald Trump. O episódio ocorreu na manhã deste domingo (8/3), durante o ato que reuniu centenas de mulheres na Avenida Amazonas, no Centro da capital mineira.
O gesto se deu no momento em que a caminhada já havia deixado a Praça Raul Soares, onde houve a concentração inicial do protesto. No meio da avenida, o boneco foi colocado no chão e incendiado por participantes, enquanto outras entoavam palavras de ordem e registravam a cena. O ato simbólico foi acompanhado por gritos e críticas à extrema direita.
Organizado por movimentos feministas, coletivos populares e lideranças políticas, o protesto começou por volta de 9h, com concentração na Praça Raul Soares, na Região Centro-Sul. O espaço foi ocupado por faixas, cartazes, apresentações culturais e intervenções artísticas que marcaram o início da mobilização.
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Ao longo da manhã, a praça se transformou em um ponto de encontro para denunciar a violência de gênero e cobrar políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. Entre os cartazes levantados pelas participantes estavam frases como “Parem de nos matar”, “Nenhuma morte esquecida” e “Criança não é mãe e nem esposa”, em referência ao caso à decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que inocentou um homem de 35 anos acusado de se relacionar uma menina de 12.
Após as falas iniciais e apresentações culturais, as manifestantes seguiram em marcha pela Avenida Amazonas. Durante o percurso, além das pautas ligadas diretamente à defesa dos direitos das mulheres, o protesto também incorporou críticas políticas mais amplas.
Entre os gritos de ordem ouvidos ao longo da caminhada estavam palavras de protesto contra o governo do estado. Manifestantes entoaram “Fora Zema”, em referência a críticas feitas por movimentos sociais à condução de políticas públicas pela gestão do governador Romeu Zema (Novo).
A mobilização também incluiu manifestações de solidariedade internacional. Em alguns momentos do ato, participantes levantaram bandeiras e cartazes em defesa da Palestina livre, conectando a pauta feminista a debates mais amplos sobre direitos humanos e conflitos internacionais.
O protesto contou ainda com a presença das deputadas federais Célia Xakriabá (Psol-MG) e Duda Salabert (PDT-MG), que participaram da concentração na praça, caminharam ao lado das manifestantes e conversaram com participantes do ato.
Durante o trajeto da marcha, houve um breve momento de tensão com a Polícia Militar. Na Avenida Amazonas, na altura da esquina com a Rua Santa Catarina, policiais tentaram limitar a passagem das manifestantes caso uma das faixas da via não fosse liberada para o tráfego de veículos.
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Após alguns minutos de discussão entre organizadoras do ato e os agentes, a situação foi contornada e o grupo conseguiu seguir com a mobilização sem novos incidentes.
