O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou um vídeo em inglês na madrugada de segunda-feira 26 para contestar a vitória de Lula (PT) na eleição presidencial. Na gravação divulgada nas redes sociais, o político acusa a disputa de fraude e pede que a comunidade internacional rejeite o resultado.

A gravação reforça o posicionamento de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno. Eduardo defendeu a anulação da eleição e pediu pressão externa. Esta é uma mensagem para vocês: não reconheçam estas eleições, porque ainda mais fatos estão surgindo agora, declarou.

O ex-deputado afirmou que a virada de Lula entre os dois turnos foi estatisticamente impossível. Para sustentar a tese, comparou o desempenho dos candidatos nas duas votações, mencionou pesquisas eleitorais e citou os votos de concorrentes eliminados, sem apresentar evidências de adulteração ou de irregularidades.

Contestação e posicionamento da Justiça Eleitoral

Flávio Bolsonaro também anunciou que acionará a equipe jurídica para pedir a anulação do resultado. O senador qualificou o episódio como sacanagem e criticou mudanças nas regras durante o processo. O Tribunal Superior Eleitoral rebateu e afirmou que a definição sobre o horário não comprometeu a eleição.

O presidente do TSE, Nunes Marques, declarou ter absoluta segurança de todo o processo eleitoral. O tribunal também negou que fiscais do PL tenham sido retirados da sala-cofre durante a apuração dos votos. A Corte informou que o local não recebe visitas e que fiscais da legenda acompanharam a contagem em área própria para fiscalização.

Histórico de alegações sobre urnas eletrônicas

Eduardo questionou a confiabilidade dos aparelhos antes do segundo turno. Em entrevista concedida ao programa norte-americano "Louder with Crowder", na sexta-feira 23, sustentou a possibilidade de fraudes e defendeu a saída do irmão do país caso perdesse a votação.

O problema é que nós não usamos papel, não há contagem pública dos votos, e você precisa confiar na máquina. Nós usamos máquinas e é isso. Esse é o problema, declarou durante a transmissão.

A contestação do resultado em 2026 retoma um padrão observado em disputas anteriores:

  • em 2014, Aécio Neves (PSDB) não aceitou o resultado da votação e pediu a recontagem de votos

  • em 2018, Jair Bolsonaro alegou fraude e afirmou ter vencido no primeiro turno, mesmo após sair vitorioso

  • em 2022, Jair Bolsonaro (PL) não reconheceu a derrota nas urnas e tramou um golpe de Estado

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O Brasil utiliza urnas eletrônicas desde 1996. O TSE atesta que o sistema eleitoral do país nunca registrou fraude comprovada.

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