O ex-presidente Jair Bolsonaro recomendou cautela a Flávio Bolsonaro (PL) nas articulações para a reta final da campanha presidencial. Segundo o jornal “O GLOBO”, o conselho, dado nessa terça-feira (13/10) durante visita do filho ao pai na prisão domiciliar, busca conter desgastes antes do segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A preocupação envolve a antecipação de negociações por cargos em um eventual governo e disputas pelo comando do Congresso Nacional. Pessoas próximas ao senador relatam que a conversa abordou a sucessão de Hugo Motta (Republicanos-PB) na Câmara e de Davi Alcolumbre (União-AP) no Senado.

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Riscos nas negociações para ministérios e Congresso

Com o crescimento da bancada do PL e a chegada de novos partidos, as conversas de bastidores para 2027 ganharam força. Aliados avaliam que posições prematuras do candidato podem gerar resistências e prejudicar a construção de apoios na disputa presidencial.

Bolsonaro também apontou perigos na montagem antecipada de ministérios. A circulação precoce de indicados gera três problemas centrais:

O ex-presidente orientou atenção redobrada às movimentações de aliados para evitar atritos provocados por declarações públicas.

Encontro após restrição judicial

Flávio admitiu que recebeu conselhos do pai, mas evitou detalhar o diálogo. O encontro ocorreu após o término da suspensão de 90 dias imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que vetou reuniões com finalidade político-eleitoral.

"Não é que não pode haver conversas políticas. Como é que ele pode proibir que eu converse com meu pai? Conversei com ele, está bem-humorado, está satisfeito com o trabalho que vem sendo feito, está esperançoso de que o Brasil vai mudar. É óbvio que ele dá algumas dicas. Só não vou ficar externando porque realmente pode ser interpretado de alguma forma maldosa e acabar sendo revertido contra ele", afirmou o senador.

Mudança de voto sobre a escala 6x1

O diálogo também tratou do fim da escala 6x1. Flávio classificava a iniciativa defendida pelo governo Lula como oportunista e eleitoreira, além de alertar para o risco de desemprego e elevação de custos empresariais.

Após o encontro, o candidato declarou que votará a favor da PEC prevista para ser analisada pelo Senado. Flávio manteve a defesa de um modelo baseado na remuneração por hora trabalhada.

"A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da escala 6x1. Então, eu vou votar a favor do fim da 6x1. Só que a gente defende algo ainda melhor", disse o parlamentar.

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A campanha reúne partidos com interesses distintos para 2027, incluindo Republicanos, Podemos, Novo e a federação União Progressista, com foco na votação marcada para 25 de outubro.

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