O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu com revolta à determinação do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de derrubar o canal do WhatsApp “Exército do Lula”, mantido pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

Neste domingo (11/10), o petista participa de ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, enquanto disputa o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). Pouco antes dele chegar ao local, Kassio publicou a decisão que fechou o canal, que contava com mais de 3 milhões de membros.

“Eu acho um absurdo”, disse Lula, em entrevista coletiva. Ele afirmou que a equipe jurídica vai pedir explicações e disse que a Corte tem tomado “muitas decisões tendenciosas” contra a candidatura petista.

“Nós não vamos permitir que seja fechado um canal de um deputado que está pedindo para as pessoas que querem votar em mim para participar de um canal. Não é possível que o presidente do Justiça Eleitoral não tenha um comportamento civilizado, republicano, de permitir que as eleições fluam sem interferência da Justiça”, completou.

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Kassio Nunes Marques foi indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2020. Ao derrubar o "Exército do Lula", ele atendeu a um pedido feito pela candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

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