O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), rebateu a cobrança de um eleitor para que declare apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Em comentário feito em uma publicação do Estado de Minas no Instagram, o senador afirmou que não é obrigado a apoiar o petista e defendeu que sua responsabilidade será governar para todos os mineiros, independentemente de quem vencer a disputa pelo Palácio do Planalto.

A resposta ocorreu após um internauta questionar o posicionamento político de Cleitinho, que reafirmou nessa quarta-feira (7/10) seu apoio ao fim da escala de trabalho 6x1, uma das propostas defendidas pelo governo Lula. “Então declare voto em Lula! Senão você está só mentindo para agradar todo mundo”, escreveu o seguidor.

Cleitinho respondeu que o apoio a uma candidatura é uma escolha individual e que as divergências eleitorais não devem impedir o diálogo entre os governos estadual e federal. “Não sou obrigado a fazer isso, como você também não é obrigado a declarar voto para quem eu apoio. Estamos em um país democrático! Minha obrigação é governar para todos vocês e dialogar com quem seja o presidente! Abraço”, escreveu.

A manifestação ocorre após Cleitinho participar, em Brasília, de uma reunião do Republicanos que oficializou o apoio da legenda ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno presidencial. Cleitinho também já declarou apoio ao senador na disputa.

Apesar do alinhamento de seu partido com a candidatura do PL, o governador eleito tem defendido propostas também apoiadas pelo atual governo federal, como o fim da escala 6x1. “Isso é democracia. Cada deputado, cada senador tem o direito de opinar do jeito que quiser. Eu sempre opinei para o fim da escala e vou continuar opinando com o fim da escala 6x1. Vou até o fim”, declarou Cleitinho nessa quarta-feira.

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O governador eleito permanece no Senado até janeiro de 2027 e já manifestou o desejo de participar da votação da proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho. “Eu quero ainda ter o prazer de estar como senador para poder apertar meu dedo e votar”, afirmou.

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