A primeira-dama Janja da Silva enviou uma mensagem de texto para a ex-senadora Kátia Abreu, coordenadora da campanha de Lula no Tocantins. O contato ocorreu após a ex-parlamentar defender que a campanha petista deveria ter menos exposição de Janja nos palanques. A informação é da colunista do jornal “O Globo”, Bela Megale.
No texto enviado, Janja informou que não pretende reduzir suas aparições públicas na campanha presidencial. A primeira-dama justificou a presença contínua como uma decisão tomada pelo "meu marido", em alusão direta a Lula.
Ao ser procurada pela colunista, Kátia Abreu não confirmou o recebimento da mensagem. Posteriomente, em entrevista ao “Globo”, a ex-ministra disse que esquecer a mensagem. “Eu não quero que isso vire uma fofoquinha. Daqui a pouco sai que eu falei da mensagem, a mensagem disse isso, eu respondi aquilo. Esquece isso”, declarou.
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A assessoria de Janja comunicou oficialmente que ela continuará nos atos políticos. A equipe destacou que "independentemente do que falem, Janja seguirá na campanha. Sua participação é legítima e sempre respaldada pelo presidente Lula". O setor também afirmou que o objetivo de todos os envolvidos é um só: reeleger o presidente.
Críticas internas na coordenação
A troca de mensagens ocorreu após a reunião de coordenadores da campanha petista, realizada nesta terça-feira (6), em Brasília. O encontro teve debates intensificados por críticas voltadas ao setor de comunicação e à atuação direta da primeira-dama.
Pelo menos três coordenadores apontaram descontentamento com o que classificaram como "protagonismo excessivo" de Janja. Os participantes defenderam a redução da presença pública da primeira-dama e cobraram maior espaço para o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Kátia Abreu integrou o grupo que fez cobranças durante a reunião em Brasília. A coordenadora recebeu aplausos de outros integrantes do comitê ao discursar em defesa de "menos Janja e mais Alckmin" nos palanques montados para o segundo turno.
Queixas contra equipe de assessores
As contestações apresentadas na reunião partidária atingiram também membros da equipe de Janja. As queixas mencionaram o braço direito da primeira-dama, Neudicléia Neres de Oliveira, conhecida como Neudi.
Integrantes da campanha afirmaram que os assessores ligados a Janja atuam de forma considerada soberba. Os relatos detalham que a assessoria ignora autoridades locais e destrata:
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coordenadores da campanha;
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organizadores dos eventos;
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servidores do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que trabalham nos atos.
