O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nessa segunda-feira (5/10) ser o único candidato “antissistema” na disputa pela Presidência da República. Em reunião com aliados para traçar as estratégias para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), o petista também disse carregar “nas costas” o que chamou de “promiscuidade” estabelecida no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Porque só tem um candidato que é antissistema, e somos nós, não tem outro candidato. E estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessas denúncias”, avaliou.
O presidente também defendeu uma reforma no sistema Judiciário e a discussão de uma nova forma de escolha dos ministros do STF. Para Lula, o debate deve incluir a possibilidade de estabelecer mandatos para os integrantes da Corte.
“Precisamos definir concretamente como é que a gente vai escolher um ministro da Suprema Corte. [...] Vamos ter que começar a discutir com a sociedade qual é o critério que a gente vai escolher para indicar um candidato a ministro da Suprema Corte. E se vai ter mandato ou não. Está na hora de discutir isso”, acrescentou.
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Na sequência, Lula declarou que os ministros do Supremo também estão sujeitos à legislação. “A verdade é que ninguém está acima da lei, nem os ministros da Suprema Corte estão acima da lei.”
Busca por quem não votou
Durante a reunião, Lula também ponderou que a campanha precisa buscar os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. A abstenção ultrapassou 33,4 milhões de pessoas, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto a votar.
“O que nós temos é que tentar convencer porque 30 milhões de seres humanos não foram votar, possivelmente tem uma causa desinteresse e a responsabilidade é nossa, é devolver o interesse para ele de participar do processo eleitoral. É simples assim”.
O petista também defendeu que a campanha faça uma avaliação dos próprios erros em vez de atribuir o resultado do primeiro turno a fatores externos. “A gente não tem que ficar procurando defeito que os outros cometeram que pode ter nos prejudicado. Não. Nós temos que procurar o que nós não fizemos corretamente, que a gente agora tem que fazer. Em 20 dias tem que fazer mais rápido e mais bem feito. Esse é o desafio”, disse.
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Lula sustentou ainda estar convencido de que “não há nenhuma razão” para que não seja reeleito presidente da República no segundo turno.
