O PT afirmou nesta segunda-feira (5/10) que está “carregando nas costas” a “promiscuidade que se revelou no STF”. A declaração foi atribuída ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma publicação do partido na rede social X, que reúne os principais recados do petista após o primeiro turno das eleições.

Na mensagem, Lula defendeu que integrantes da campanha não critiquem eleitores que não votaram no PT e adotem uma postura de humildade para tentar conquistar novos votos. Segundo o partido, cerca de 30 milhões de pessoas não compareceram às urnas.

“Não briguem com o eleitor. Não falem mal porque o eleitor não votou na gente. Temos que ter humildade. São 30 milhões de pessoas que não foram votar”, afirmou Lula, segundo o PT.

O presidente também avaliou que a ausência desses eleitores não deve ser tratada como sinal do surgimento de uma terceira via. Para Lula, a campanha precisa buscar essas pessoas nos 20 dias que antecedem o segundo turno.

“Não surgiu terceira via. O que aconteceu então com essas pessoas? Temos que tentar convencer essas pessoas. A responsabilidade do desinteresse deles é nossa. Não temos que procurar defeito entre nós agora, temos 20 dias pra que cada um avalie o que pode fazer”, disse.

Críticas ao STF

Na mesma publicação, Lula voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a candidatura de Flávio Bolsonaro representa o “sistema”, enquanto o PT seria a única candidatura “antissistema”.

“Flávio Bolsonaro é a cara do sistema. A única candidatura antissistema é a nossa”, declarou.

Na sequência, o presidente afirmou que o PT sofre os efeitos do que chamou de “promiscuidade” no Supremo.

“Temos que mostrar isso pras pessoas. Estamos carregando nas nossas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que se revelou no STF”, afirmou Lula.

O presidente também defendeu uma discussão sobre os critérios para a escolha de ministros do Supremo. “Temos que discutir com a sociedade qual o critério pra indicar candidato a ministro da Suprema Corte. A hora é da sociedade discutir isso. Ninguém está acima da lei. Nem os ministros do STF”, disse.

Segurança pública

Lula também abordou a segurança pública e afirmou que os estados não conseguem mais lidar sozinhos com o avanço do crime organizado. Segundo ele, as organizações criminosas passaram a atuar “quase como uma multinacional”.

O presidente defendeu mudanças na atuação da Polícia Federal e cobrou apoio dos governadores à proposta de reforma da segurança pública.

“Hoje a Polícia Federal só pode entrar nos casos se os crimes são federalizados e muitos governadores não aceitam. Esse é um assunto que vamos ter que discutir!”, afirmou.

Para Lula, o Estado precisa garantir a proteção dos trabalhadores e recuperar territórios dominados pelo crime.

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“O estado tem que proteger o trabalhador, o bandido ir pra cadeia e o povo recuperar seu território. Os governadores precisam ajudar a aprovar a PEC da Reforma da Segurança Pública o mais rápido possível. Isso tem que ser votado já!”, declarou.

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