Dois dos partidos que mais governaram e tiveram protagonismo por Minas Gerais desde a redemocratização saíram das urnas deste domingo (4/10) com a menor representação de sua história recente. MDB e PSDB elegeram apenas um deputado federal cada no estado: Newton Cardoso Jr. (MDB), que teve 93.759 votos, e Paulo Abi-Ackel (PSDB), que registrou 68.795 votos. Eles ocuparão duas das 53 cadeiras mineiras na Câmara a partir de fevereiro de 2027.

O encolhimento contrasta com o desempenho do PL, que fez sozinho 21 deputados federais em Minas, puxado pelos mais de 3 milhões de votos de Nikolas Ferreira, de novo o mais votado do país. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 100% das urnas apuradas.

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Queda contínua

O resultado aprofunda uma curva de queda que vem de pelo menos três eleições. Em 2014, o MDB (então PMDB) tinha a terceira maior bancada mineira, com seis deputados federais; em 2018, elegeu quatro; em 2022, dois. O PSDB, que até 2014 tinha a segunda maior bancada do estado em Brasília, também havia feito dois deputados em 2022, na federação com o Cidadania.

No outro extremo, a polarização nacional ocupou o espaço deixado pelos partidos de centro. Além dos 21 do PL, a federação PT-PV-PCdoB elegeu 13 deputados federais por Minas, e a federação União Brasil-PP, seis. Somadas, as três forças respondem por 40 das 53 vagas.

MDB zerado na Assembleia

Na Assembleia Legislativa (ALMG), o quadro do MDB é ainda pior: o partido não elegeu nenhum deputado estadual, apesar de ter parlamentares no exercício do mandato. Em 2022, a sigla havia conquistado duas cadeiras.

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O PSDB teve desempenho melhor no plano estadual e elegeu três deputados: Heleno do Hospital, Maria Clara Marra e Tony Carlos. O PL também lidera a ALMG, com 21 dos 77 eleitos, seguido pela federação PT-PV-PCdoB, com 17.

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