O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais neste domingo (4/10), ainda no primeiro turno. Às 20h50, com 90% das urnas apuradas, ele tinha 55,29% dos votos válidos, o equivalente a 5.719.160 votos, e já não pode mais ser alcançado pelos adversários.
Patrus Ananias (PT) aparece em segundo lugar, com 26,17% dos votos válidos, ou 2.706.828 votos. Na sequência vêm Flávio Roscoe (PL), com 7,13% (737.338 votos); o governador Mateus Simões (PSD), com 4,51% (466.246); e Alexandre Kalil (PDT), com 3,69% (381.252).
Durante a votação neste domingo, na Escola Estadual Martins Cipriano, no Bairro São José, em Divinópolis, ele defendeu a pacificação diante da polarização política e afirmou que, caso seja eleito, pretende governar para todos, independentemente de terem votado nele ou não. “A minha obrigação agora é pacificar e a pacificação vai começar vindo de Minas Gerais. Vou governar para todos”, afirmou.
Leia Mais
Ele também agradeceu aos eleitores mineiros pelo apoio recebido durante a campanha. “Quero agradecer, falar para todo mundo aqui. Agradecer todo o povo mineiro pelo carinho. Todo lugar que eu fui, em todo canto de Minas Gerais, no interior, todo mundo recebeu muito bem. Então Deus abençoe que eu ganhe, poder governar todos, para quem votou e para quem não votou também”, afirmou.
Cleitinho e o vice, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), ex-prefeito de Patos de Minas, tomam posse em 6 de janeiro de 2027. O resultado segue a previsão das últimas pesquisas de intenção de voto. No Datafolha mais recente, divulgado em 1º de outubro, Cleitinho tinha 49% dos votos válidos. Considerando a margem de erro, de três pontos percentuais, o levantamento já permitia dizer que o senador poderia ser eleito no primeiro turno.
Perfil
Cleiton Gontijo de Azevedo, de 44 anos, nasceu em Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro. Trabalhou no sacolão da família e foi cantor de pagode antes de ganhar projeção com vídeos de crítica a gastos públicos nas redes sociais.
Elegeu-se vereador em 2016, deputado estadual em 2018, como o quarto mais votado do estado, e senador em 2022, com mais de 4 milhões de votos. Chega ao governo sem nunca ter ocupado cargo executivo.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
A candidatura só foi registrada em 14 de agosto, após semanas de impasse com a direção do Republicanos, em coligação com o Podemos. Com a posse, ele deixa o Senado com quatro anos de mandato por cumprir. A vaga passa ao suplente, Alex Diniz (PL), que é empresário do setor supermercadista e irmão do deputado federal Hercílio Coelho Diniz.
