A disputa pelo voto da direita na corrida ao Senado por Minas Gerais acirrou o embate entre Carlos Viana (PSD) e Marco Antônio Costa, o Superman (Novo), na reta final da campanha. Após uma pesquisa colocar o candidato do Novo numericamente à sua frente, Viana reagiu nas redes sociais, acusou o adversário de usar “fake news” e recuperou uma decisão da Justiça Eleitoral que determinou a retirada de uma publicação anterior de Superman sobre levantamentos eleitorais.
Os dois candidatos buscam espaço entre o eleitorado de direita às vésperas do primeiro turno. Superman conta com o apoio do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que defende uma dobradinha formada pelo candidato do Novo e por Domingos Sávio (PL) para as duas vagas mineiras no Senado. Viana, por sua vez, reivindica alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O novo capítulo da disputa ocorreu após a divulgação, nessa sexta-feira (2/10), de uma pesquisa do Ipsensus que apontou crescimento de Superman. O candidato do Novo aparece com 14,7% das intenções de voto, contra 12,4% de Viana.
Na rodada anterior do mesmo instituto, Superman tinha 9,6%, enquanto Viana registrava 15%. No levantamento mais recente, Marília Campos (PT) aparece com 26,9%, seguida por Domingos Sávio, com 15,3%. Considerada a margem de erro de três pontos percentuais, Superman está tecnicamente empatado com Domingos.
Marco Antônio Costa, o Superman, é paulista, mas se mudou para Minas Gerais em 2025 a fim de disputar as eleições para o Senado
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Após a divulgação dos números, Viana publicou uma série de críticas ao adversário e ao instituto responsável pelo levantamento. “Olha, minha gente, eu vivi para ver gente que se diz de direita usar fake news em pesquisa. Esperava isso vir de qualquer um da esquerda, agora de dentro jamais”, disparou.
Sem citar Superman nominalmente, o senador também comparou o desempenho do candidato do Novo no Ipsensus com os percentuais registrados por ele em levantamentos de outros institutos. “Agora olha as outras. Datafolha: 2%. Quaest: 4%”, escreveu.
Viana ainda citou episódios envolvendo o Ipsensus em outros estados, entre eles uma pesquisa derrubada pela Justiça Eleitoral e alvo de multa de R$ 53 mil. Os casos mencionados pelo senador não se referem ao levantamento divulgado nessa sexta-feira (2/10) sobre a disputa pelo Senado em Minas.
Ao final da sequência de publicações, Viana voltou a reivindicar para si o campo da direita e associou a eleição para o Senado à disputa presidencial. “Estamos firmes na missão do presidente Jair Bolsonaro. Vamos eleger dois da direita aqui em Minas Gerais e vencer no 1º turno Flávio Bolsonaro!”, escreveu.
Justiça mandou retirar publicação de Superman
Entre os argumentos usados por Viana contra o adversário está uma decisão da 333ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte, que determinou a remoção de uma publicação anterior de Superman sobre pesquisas eleitorais.
Na postagem, o candidato do Novo aparecia ao lado de Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro, com a frase: “DISPAROU!!! Superman salta 4,0% para 9,6% na disputa ao Senado”. A peça mencionava resultados de três pesquisas, realizadas por Quaest, Real Time Big Data e Ipsensus.Porém, a publicação apresentava o registro na Justiça Eleitoral apenas do levantamento do Ipsensus, sem informar os dados de registro das outras duas pesquisas utilizadas na comparação.
O juiz eleitoral Geraldo David Camargo entendeu que a publicação não observou os requisitos legais para a divulgação de pesquisas e determinou, em 1º de outubro, que o conteúdo fosse removido em até 24 horas.
O Senado em Minas
Segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada neste sábado (3/10), Domingos Sávio (PL) e Carlos Viana (PSD) aparecem com 20% cada na disputa pelas duas vagas de Minas Gerais no Senado. Marília Campos (PT) vem na sequência, com 19%. Os percentuais consideram a consolidação do primeiro e do segundo votos dos entrevistados, reduzidos para 100%.
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Aécio Neves (PSDB) e Marcelo Aro (PP) aparecem com 9% cada. Marco Antônio Superman (Novo) registra 8%, e Áurea Carolina (Psol), 7%. Outros candidatos somam 1%. Brancos e nulos são 3%, enquanto 4% não souberam ou não responderam.
