O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destinou US$ 1 milhão a um programa voltado a financiar organizações da sociedade civil que contestam o que a gestão republicana classifica como “lawfare e censura” no Brasil. A iniciativa tem como um dos seus objetivos decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

As informações constam em documentos obtidos pelo jornal britânico The Guardian. Batizado de “Countering Lawfare and Censorship in Brazil” (Combatendo a guerra jurídica e a censura no Brasil). O programa prevê apoio a grupos que questionam o que o governo Trump considera excessos do Judiciário e censura praticada pela Suprema Corte brasileira.

A iniciativa ocorre após uma série de embates entre o governo norte-americano e o STF. Em 2025, por exemplo, a gestão Trump impôs sanções ao ministro Alexandre de Moraes, medida adotada após articulação de Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outros ministros também foram impactados com a suspensão de vistos.

O financiamento destinado ao Brasil faz parte de um conjunto de 43 repasses, que somam US$ 176,9 milhões, bancados pelo Fundo de Direitos Humanos e Democracia (HRDF, na sigla em inglês), ligado ao Departamento de Estado dos EUA.

O maior aporte individual, de US$ 40 milhões, foi direcionado à Victims of Communism Memorial Foundation, organização anticomunista. Outros projetos incluem ações relacionadas a imigração, proteção de cristãos na Nigéria e críticas à classificação de determinados veículos de comunicação como fontes “confiáveis”.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Na Europa, um programa de US$ 2 milhões prevê apoio a organizações que rejeitem o que os documentos norte-americanos classificam como abordagens “ideologicamente instrumentalizadas” dos direitos humanos, incluindo o que chama de “ideologia de gênero”. Segundo o The Guardian, os recursos foram formalizados apesar de bloqueios impostos no Congresso dos Estados Unidos a parte dos repasses.

compartilhe