Carlos sobre Bolsonaro: 'Nós libertaremos o senhor'
Declaração no X revela plano da família para reverter condenação de Bolsonaro após vitória nas urnas; entenda os desdobramentos do cenário
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Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL) utilizou a rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, para divulgar uma mensagem pública sobre seu pai. Na postagem, ele declarou que, caso seu irmão Flávio Bolsonaro (PL) vença a disputa nas eleições de 2026, eles libertarão o pai, que cumpre 27 anos em prisão domiciliar.
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No posicionamento divulgado, Carlos enfatizou que repete a mensagem diariamente para evitar o esquecimento do pai. O filho afirmou que a população apoia o ex-presidente e reforçou que nenhuma consequência política alterará sua conduta.
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A mensagem publicada por Carlos:
"Presidente @jairbolsonaro , repito diariamente e não deixarei que te apaguem da história e do futuro desse país. Digo isso porque sei que o POVO está a seu lado. E absolutamente nada me fará mudar de postura, mesmo que isso custe a arte da política profissional, se é que me entendem. Nós, com a graça de Deus, libertaremos o Senhor, perseguido, preso, esculachado e sendo assassinado à conta gotas, assim como os presos políticos do 8 de janeiro. O sacrifício de vocês não será em vão. Eu creio com a alma, não com oportunidade!"
Condenação na Primeira Turma do STF
O pronunciamento de Carlos ocorre enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por cinco crimes:
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tentativa de golpe de Estado;
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abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
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organização criminosa armada;
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dano qualificado;
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deterioração de patrimônio tombado.
Desde março, Bolsonaro está em prisão domiciliar em casa no bairro Jardim Botânico, em Brasília. A medida foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes por razões humanitárias, depois de uma internação por broncopneumonia. Ele usa tornozeleira eletrônica e está proibido de usar celular e redes sociais e de gravar vídeos ou áudios.
O cumprimento da pena começou em novembro de 2025, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Em 15 de janeiro, o ex-presidente foi transferido para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, local conhecido como Papudinha.
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Em julho, Moraes manteve a domiciliar, mas endureceu as restrições. Bolsonaro ficou proibido de receber visitas com fins políticos ou eleitorais até o fim das eleições de outubro.