OpenAI alerta PF sobre plano para assassinar Lula em conversa com ChatGPT
Empresa encerrou a conta do usuário e encaminhou o caso às autoridades brasileiras; TSE também foi notificado por risco de violência contra o presidente
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A OpenAI alertou a Polícia Federal (PF) sobre conversas de usuários com o ChatGPT que indicavam planos de atacar ou assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Pelo menos dois homens teriam manifestado intenções de cometer atentados contra o petista. A empresa encerrou a conta de um dos envolvidos e encaminhou o caso às autoridades brasileiras, incluindo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Documentos obtidos pela Folha de S.Paulo indicam que um dos homens cogitou atirar em Lula com um fuzil de precisão e compartilhou símbolos nazistas durante as conversas com a ferramenta de inteligência artificial. O caso também foi confirmado pela Polícia Federal ao Correio Braziliense.
Em resposta, a OpenAI afirmou que identificou motivos razoáveis para acreditar que as conversas poderiam evoluir para ações físicas contra o presidente. A empresa explicou que comunica às autoridades situações em que identifica riscos concretos à segurança de outras pessoas.
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“ Nossos sistemas são projetados para ajudar a manter as pessoas seguras, tanto em nossas plataformas quanto no mundo real. Quando conversas indicam um risco iminente e concreto de que outras pessoas possam sofrer algum dano, notificamos as autoridades. Neste caso, também notificamos o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em linha com nosso plano de conformidade eleitoral”, afirmou um porta-voz da companhia.
Procurada, a Polícia Federal informou que não comenta possíveis investigações ou procedimentos relacionados a ameaças à segurança de autoridades. Segundo a corporação, a restrição busca preservar a eficácia das medidas de prevenção e apuração.
Homem questionou consequências de matar Lula
No caso considerado mais relevante entre os documentos consultados pela Folha, um homem relatou ao ChatGPT ter observado Lula em um palanque a aproximadamente 400 metros de sua residência.
Durante as conversas, ele perguntou ao chatbot o que aconteceria caso matasse o presidente e quais penas poderia enfrentar se fosse preso. O usuário também compartilhou uma fotografia de uma torre que, segundo o relato, seria utilizada para realizar o ataque.
A sequência de interações levou a OpenAI a considerar que havia motivos para acreditar na possibilidade de a ameaça ultrapassar o ambiente virtual e se converter em violência no mundo real.
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A notificação ao TSE, segundo a empresa, ocorreu em conformidade com seu plano de atuação relacionado à segurança eleitoral. A OpenAI não detalhou publicamente as medidas adotadas pelas autoridades após o encaminhamento das informações.