Após o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) dizer que a candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) “se prostitui” por cargos políticos, a ex-ministra reagiu chamando o adversário de “covarde” nesta terça-feira (29/9).

“Não é a primeira vez que sofro violência política de gênero e, infelizmente, não será a última. Lamento o nível, mas não me surpreende quando vem de um condenado pela Justiça. Eu não vou baixar a cabeça, não vou me intimidar e não vou aceitar que nenhuma mulher seja silenciada dessa maneira”, escreveu a pessebista, em nota.

Ontem (28), ela havia criticado a decisão do ex-ministro Ricardo Salles (Novo) de desistir da candidatura ao Senado em SP, dizendo que ele “se rendeu ao centrão” ao apoiar André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), candidatos do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Eduardo Bolsonaro criticou o comentário de Tebet e a atacou, dizendo que a ex-ministra é “vassala” do presidente Lula (PT) e hipócrita. “Quando passa a eleição, faz tudo ao contrário. Se prostitui por cargo, ministério etc.”, disse, em vídeo.

Após pedido de Tebet, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou a remoção da publicação.

Nota de Tebet

“Atacar uma mulher com uma insinuação de natureza sexual para tentar desqualificá-la politicamente é uma forma abjeta de violência política contra a mulher. Não é crítica e muito menos divergência, é uma tentativa de intimidar uma mulher que ocupa espaço de poder”, disse.

A campanha ainda informou que vai acionar o Ministério Público Eleitoral (MPE) para apurar possível violência política contra a mulher.

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Tebet disse que Eduardo é um “contumaz condenado pelo Supremo Tribunal Federal”: “É um covarde que ataca protegido pela distância e por um exército digital propagador de discurso de ódio. Essa é a indigência do debate político que não pode prosperar".

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