Diferente dos outros candidatos ao governo de Minas Gerais, o empresário Flávio Roscoe (PL) saiu em defesa das isenções fiscais durante sabatina do Estado de Minas, do Portal Uai e da TV Alterosa nesta segunda-feira (28/9).

Ele disse que o tema é usado por adversários como “cortina de fumaça” e questionou as propostas de reduzir os benefícios para ampliar o orçamento do estado, que atravessa crise fiscal por uma dívida de aproximadamente R$ 180 bilhões com a União.

“Eu sou o único que fala a verdade. Os outros são mentirosos quando atacam o incentivo fiscal”, afirmou Roscoe, que defendeu as isenções como mecanismo de trazer empresas para Minas Gerais e aumentar a geração de empregos e arrecadação do estado, na chamada “guerra fiscal”.

“Parece que é muito fácil aquele discurso de que nós demos incentivo fiscal para os empresários ricos. Não, nós atraímos as empresas para Minas Gerais. Elas trouxeram emprego e imposto”, defendeu.

Desde o primeiro governo Romeu Zema (Novo), os benefícios saltaram de R$ 6,1 bilhões para uma previsão de R$ 26,1 bilhões em 2027. Porém, o próprio governador Mateus Simões (PSD), que era vice de Zema, protocolou um projeto de lei na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que propõe acabar com incentivos que não trazem contrapartidas ao estado, o que pode atingir 35% das isenções e reduzir o total em até R$ 9 bilhões

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Roscoe, por outro lado, disse que a proposta é “ridícula” e outra “cortina de fumaça”. “Você não precisa de um projeto de lei para cumprir o que já é pré-acordado. Mas lembrando que a maior parte das empresas cumpre, porque ao instalar a empresa aqui ou criar a produção, ela já cumpriu”.

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