A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) organizou uma transmissão ao vivo nesse sábado (26/9) para conter os efeitos políticos da controvérsia sobre Nossa Senhora Aparecida. O evento reuniu representantes de diferentes religiões para reforçar o discurso de defesa da liberdade religiosa.
A live, realizada no canal “TV Celular Flávio Bolsonaro” no YouTube, começou por volta das 15h. Entre os convidados estavam Padre Kelmon, candidato à Presidência em 2022, e Sérgio Pina, pai de santo ligado à cantora Anitta e que disputa uma vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro.
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Também participaram o pastor evangélico Ramon Lima, o reverendo Aldo Quintão, da Igreja Anglicana, e o padre Salathiel de Souza. Souza, da diocese de Jundiaí (SP), foi o único sacerdote católico do grupo. Flávio não estava na transmissão.
Padre Kelmon, que se apresentou como representante da Igreja Ortodoxa, não possui vínculo com a Igreja Católica Apostólica Romana, segundo a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Entenda a controvérsia
A ação da campanha ocorre após Flávio ser ligado a uma suposta ameaça ao título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil. Publicações sobre o tema ganharam as redes sociais na quinta-feira (24), e o candidato nega ter apoiado qualquer proposta do tipo.
A discussão ganhou novo fôlego após o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinar a remoção de milhares de publicações sobre o assunto. A decisão, que classificou a história como “notoriamente inverídica”, levou a expressão “católicos censurados” aos temas mais comentados do X.
Um levantamento da Brandwatch apontou os políticos que mais impulsionaram o debate. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) aparece na liderança, reconhecendo que o projeto é de 2007 e foi arquivado, mas sugeriu que a proposta poderia retornar.
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O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) publicou que Flávio teria proposto a mudança no título da padroeira e questionou a negativa do candidato. A primeira-dama Janja também participou da discussão ao postar uma foto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.
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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que é católico, afirmou que as tradições religiosas serão protegidas e preservadas em seu governo.
