O temor de sofrer agressão física por posicionamento político atinge 59,6% dos brasileiros, o que equivale a quase seis em cada dez pessoas, segundo nova pesquisa do instituto Datafolha. O levantamento, parte do estudo "Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança", foi encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgado em maio de 2026. Os dados revelam que o receio de violência motivada por escolhas eleitorais se mantém em um patamar elevado, refletindo um clima de hostilidade que persiste desde a acirrada campanha presidencial de 2022.

O que diz a pesquisa sobre violência política?

A pesquisa Datafolha aponta que 59,6% dos entrevistados têm medo de serem agredidos fisicamente por suas convicções políticas. O índice mostra uma leve queda em relação ao pico registrado em setembro de 2022, durante a campanha eleitoral daquele ano, quando 68% dos brasileiros expressavam o mesmo temor.

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Apesar da pequena redução em relação a 2022, o número atual ainda é considerado alto. A persistência desse sentimento indica que a polarização continua a influenciar as interações sociais no país, mesmo às vésperas de um novo pleito eleitoral.

Como o medo varia entre os eleitores?

O levantamento, que ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios com margem de erro de 2 pontos percentuais, detalha o perfil dos que mais temem a violência política. O receio é mais acentuado entre mulheres (65,5%) do que entre homens (53,1%). A preocupação também é maior entre a população negra (61,4%) em comparação com a branca (56,7%), e nas classes D e E (64,2%) do que nas classes A e B (54,9%).

Por que a polarização continua em alta?

O ambiente de confronto constante, alimentado por discursos inflamados e pela desinformação nas redes sociais, contribui para que a população em geral perceba a política como um campo de batalha, onde a divergência de ideias pode levar a consequências físicas, um legado direto das disputas eleitorais recentes.

Quais os principais pontos da tensão atual?

A hostilidade não se restringe a figuras públicas. A pesquisa revela que o medo de violência se manifesta em diversas situações do cotidiano, como conversas em família, no ambiente de trabalho ou em interações online. Os principais fatores que alimentam essa tensão são:

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